AL TEJO
Do Alandroal para o mundo. Tudo o que interessa sobre o Alentejo!
Domingo, 26 de Maio de 2013
FUTEBOL
Distrital de Juniores
Nacional da 3ª Divisão Série F
Zona Subida
Esperança de Lagos 2 – Moura 2
C.F. Vasco da Gama 1 – União de Montemor 4
Juventude 3 – Atlético de Reguengos 3
Se na jornada anterior o União havia garantido a subida à 2ª Divisão, nesta jornada e, faltando ainda uma, sagrou-se Campeão da 3ª Divisão Série F
Se na jornada anterior o União havia garantido a subida à 2ª Divisão, nesta jornada e, faltando ainda uma, sagrou-se Campeão da 3ª Divisão Série F
Zona Apuramento
Monte Trigo 5 – Sesimbra 2
Castrense 1 – Aljustrelense 0
Lusitano V.R.S.A. 1 – Lagoa 1.Distrital de Juniores
Estrela de Vendas Novas – Rosário
Distrital de Iniciados
Portel 4 – Terena 0
Distrital de Benjamins
Santiago Maior – Lusitano B
Juventude – Terena - a realizar dia 28
PARTICULAR
Vila Boim – São Brás dos Matos
FUTSAL
Nacional da 3ª Divisão Série D
Sassoeiros 7 – União de Montemor 3
TANTA ESTUPIDEZ!!!!
O presidente do BES, Ricardo Salgado, disse na
sexta-feira que os portugueses “não querem trabalhar” e que preferem viver à
sombra do “subsídio de desemprego”.
Ricardo Salgado, presidente do BES, falava ontem
durante a apresentação do Alqueva e das suas potencialidades a investidores
estrangeiros. Quando o assunto foi a falta de trabalhadores portugueses nos
campos do Alentejo, Ricardo Salgado foi peremptório: “os portugueses preferem
ficar com o subsídio de desemprego”.
Mas para não deixar os investidores nervosos com
uma possível falta de mão-de-obra, Salgado garantiu que esse não é um problema
pois “se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de
desemprego, há imigrantes que trabalham alegremente, na agricultura, e esse é
um factor positivo”.
Também para João Basto, da Empresa de
Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, “não faz sentido num País com
elevados números de desemprego, que exista este desencontro entre a oferta e a
procura”, referindo-se ao grande número de imigrantes que se encontram
actualmente a trabalhar na agricultura, no interior do País.
(PRECISAVAS ERA DE LEVAR NAS TROMBAS COM UM GATO MORTO ATÉ QUE ELE MIASSE)
UM ESTUDO ANTIGO SOBRE A VILA DO ALANDROAL – Por Luís Faria – 1981
(Continuação)
Penso que a construção da cadeia tapou a então existente porta de comunicação com o exterior, obrigando a escavar o corredor na espessura da torre. Nesse caso estaríamos perante um sistema de porta com torre avançada, e o espaço em ângulo recto do corredor de comunicação teria sido dividido em dois andares e aproveitado para celas da cadeia,
Penso que a construção da cadeia tapou a então existente porta de comunicação com o exterior, obrigando a escavar o corredor na espessura da torre. Nesse caso estaríamos perante um sistema de porta com torre avançada, e o espaço em ângulo recto do corredor de comunicação teria sido dividido em dois andares e aproveitado para celas da cadeia,
Corredor que atravessa a torre da cadeia
A torre da cadeia, vista do exterior e da praça de armas
Apresento três razões para esta sugestão, embora só uma
sondagem do local permita tirar conclusões: nas descrições do século XVIII já
citadas, e que são anteriores à construção da cadeia, diz-se que a lápide atrás
referida está “sobre a porta que fica para nascente” (A posição da lápide pode, contudo ter sido alterada), e todas as
outras lápides estão correctamente localizadas. Em segundo lugar, na vista do
lado sul de Duarte Darmas, a posição da porta coincide com a hipótese avançada,
e a planta, confusa nesta zona, mostra uma porta a abrir na mesma direcção. Por
último, a única porta do castelo que apresenta um arco de tijolo em vez de
pedra é a que penso ser a porta aberta, devido à construção da cadeia, na face
da torre virada para a praça.
A zona da torre da cadeia ao nível do adarve estava em 1943
coberta por um telhado que foi retirado ao mesmo tempo que se desobstruíram as
portas e janela. Esta, de mármore com arco ultrapassado, tem um alfiz de 88 cm de largura por 80 cm de altura, o que dá uma
proporção de 1:0,91 (existe uma evolução na
proporção do alfiz dos arcos muçulmanos, desde a porta de S. Estêvão da
mesquita de Códova (1:0,7) até aos da Giralda (1:1,03), descrita em Afonso Jimenez
Martin , La
Mesquita de Almonaster, Huelva, 1975, pag.38)
Janela junto à torre da cadeia
Posição da janela. O telhado
da cadeia, em primeiro plano, esconde a lápide nº 5
Interiormente, nota-se na
porta e na janela um pormenor construtivo, repetido noutras torres do castelo,
que é o arco de tijolo com fecho de pedra. Encontrei disposição na mesquita de
Almonaster (Helva), e Jimenez Martin dá notícia do mesmo sistema em S. Salvador de Toledo,
na mesquita de Niebla e na almenara de S. João de Córdova
Porta de acesso à torre da
cadeia
(Continua)
Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
TARDE DE CULTURA
Manuel Alegre - Joseia Matos Silva - João Morales - Teresa Cuco - José Brás
Foi muito bom ouvir falar sobre o Alentejo, as suas gentes,o seu cante e o seu montado
Beber as palavras de Manuel Alegre a propósito do seu novo livro "Tudo É e não É"
Carlos Pinto Sá - Almeida Faria - João Luís Nabo - Pedro Mexia - Vitor Guita
Foi bonito ouvir quem sabe, dissecar sobre a Obra de Almeida Faria.
O pensamento e a obra de Almeida Faria explicadas pelo Autor.
Fotos e legendas de F. Tátá
Foi muito bom ouvir falar sobre o Alentejo, as suas gentes,o seu cante e o seu montado
Beber as palavras de Manuel Alegre a propósito do seu novo livro "Tudo É e não É"
Carlos Pinto Sá - Almeida Faria - João Luís Nabo - Pedro Mexia - Vitor Guita
Foi bonito ouvir quem sabe, dissecar sobre a Obra de Almeida Faria.
O pensamento e a obra de Almeida Faria explicadas pelo Autor.
Fotos e legendas de F. Tátá
CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS - CICLO DO CINEMA PORTUGUÊS
No Cine-Clube Domingos Maria Peças, iniciamos hoje um ciclo
dedicado ao cinema português dos anos sessenta. Assim, nas próximas seis
semanas, pontualmente às sextas-feiras, aqui falaremos do cinema que em
Portugal se fez na referida década. Devemos esta amabilidade à nossa antiga
colaboradora, Eveline Sambraz que, mais uma vez, nos enviou os comentários e
críticas da autoria de Rufino Casablanca.
Para ela vão os nossos agradecimentos.
Chico Manuel
Cinema Português
“ Os Verdes Anos “
Um dos mais destacados críticos de cinema portugueses, Jorge
Leitão Ramos de seu nome, disse, em certa ocasião, que quando era adolescente e
começou a interessar-se por cinema, sentia sempre uma enorme curiosidade por
saber mais pormenores sobre os filmes que acabava de ver. Queria saber mais
coisas sobre os filmes que lhe despertavam a atenção e sobre as pessoas que os
faziam. Pois bem, nestas páginas amadoras, de conversas sobre cinema, também
sempre procuramos alguns motivos de interesse que ultrapassem a simples
exibição de uma fita. Procuramos despertar a curiosidade de quem, um dia, por
absoluto acaso, vier a ler estas linhas, para os filmes que agora nos
interessam a nós. Confessamos que o cinema português nunca esteve no cimo das
nossas preocupações. Muito mais nos interessou o cinema italiano (sobretudo o
cinema italiano dos anos quarenta e cinquenta) e, naturalmente, o cinema
americano de ontem e de hoje. Também tivemos muita curiosidade pelo cinema
francês do tempo da nouvelle vague. E do cinema alemão de antes da guerra.
O cinema português passou um pouco ao lado das nossas
preferências. Injustamente, devemos confessar. A verdade é que se realizaram
muitos filmes interessantes durante os anos sessenta e princípio dos anos
setenta. Sobretudo no âmbito do que se convencionou chamar o «Novo Cinema
Português».
Chegámos ao filme “Os Verdes Anos“ através da música do
Carlos Paredes. Não é segredo para ninguém que a nossa actividade profissional
se situa no meio musical. Estes devaneios de escrita, sobretudo estes escritos
sobre cinema, não passam disso mesmo, devaneios de escrita. Ainda assim, ou
precisamente por assim ser,
envergonhados da confissão que fazemos, não sabíamos que a extraordinária
melodia de Carlos Paredes para guitarra portuguesa, foi expressamente composta para
servir de fundo musical a este filme. Foi numa pesquisa sobre a música de
Carlos Paredes que viemos a saber o porquê da existência de um filme e uma
belíssima melodia com o mesmo nome: “Os Verdes Anos” se chamou o filme e por
“Verdes Anos” ficou conhecida a composição deste extraordinário músico e
compositor.
« Os Verdes Anos »
País de Origem: Portugal
Ano de produção: 1962
Realização: Paulo Rocha
Produção: António da Cunha Telles
Argumento: Paulo Rocha c/ colaboração de Nuno Bragança
Música: Carlos Paredes
Elenco: Isabel Ruth, Rui Gomes, Paulo Renato, Ruy Furtado, Carlos José Teixeira....
Elenco: Isabel Ruth, Rui Gomes, Paulo Renato, Ruy Furtado, Carlos José Teixeira....
O enredo do fita é muito simples: Júlio, aprendiz de
sapateiro, namora Hilda, uma jovem criada de servir. O filme passa-se na Lisboa
cinzenta, tristonha e vagarosa do princípio dos anos sessenta. Após uma série
de mal entendidos, instala-se entre ambos um clima de desconfiança e ciúmes que
leva a um final trágico. Pela primeira vez as classes mais humildes entravam no
cinema português não sendo serem tratadas com paternalismo, como pobretes mas
alegretes. Tinha passado o tempo em que as meninas pobres, mas prendadas e
bonitas, encontravam o amor e a felicidade junto do fidalgo rico, ou junto do
filho de boas famílias, finais tão do agrado dos velhos realizadores e, porque
não dizer, do regime que nos governava. A este tipo de cinema se convencionou
chamar «O Novo Cinema Português».
Mas tudo isso teve um custo. Nada foi de borla. O então
jovem António da Cunha Telles, aventurou-se a produzir este filme sem
subsídios. Em 1963, também sem subsídios, produziu “Belarmino”. E em 1964,
atreveu-se, nas mesmas condições, a produzir “O Crime da Aldeia Velha”. É claro
que no ano seguinte abriu falência. O público não afluiu às bilheteiras para
ver este novo tipo de cinema. Talvez não estivesse preparado para isso. Achamos
que nós, portugueses, tínhamos sido mais treinados para umas comédias ligeiras,
umas cantigas também ligeiras e talvez uns milagres de Fátima. Para além do
futebol, é claro.
Este filme ganhou prémios em Locarno, Itália (1964); em
Acapulco, México (1965); e uma Menção Honrosa em Valladolid, Espanha (1965).
Ficou-nos também a música do Carlos Paredes que, neste filme, e ainda segundo
Jorge Leitão Ramos, foi acompanhado pela viola do Fernando Alvim.
Rufino Casablanca Monte do Meio – Dezembro de 1990
“MACACADAS”
Miguel Sousa Tavares : Ao
Presidente da República, Cavaco Silva, chama “palhaço”, e ao primeiro-ministro,
Pedro Passos Coelho, “grau zero da política”.
Lobo Xavier: Há conselheiros do Estado
que não têm categoria.
Correia de Campos CDS na
mira do PS para coligação, PSD só com "revolução interna"
O presidente do Tribunal Constitucional (TC),
Joaquim Sousa Ribeiro, manifestou o seu desagrado em relação ao discurso de
Passos Coelho durante a reunião de Conselho de Estado e deixou no ar o aviso de
que poderá haver novos chumbos.
UM ESTUDO ANTIGO SOBRE A VILA DO ALANDROAL – Por Luís Faria – 1981
(Continuação do dia anterior)
Vale a pena transcrever o que sobre ela escreveu Leite de Vasconcellos: “ A primeira frase é uma sentença arábica visto que o mestre da obra era maometano. Tem notável o estar transcrita em letras portuguesas e creio ser isto entre nós caso único por ora […] disse –se David Lopes que le galibi il ikkállah, isto é , não vencedor senão Deus.
Parte da lápide está tapada pela parede da igreja, e a prmeira linha perdeu dois caracteres. Comparando o texto com o da lápide anterior, nota.se estarem ocultas sete colunas. Podendo a primeira linha ser
Por outro lado, na Idade Média as muralhas eram um sinal de
prestigio. E toda a povoação que se prezava devia ostentar as suas. Penso que
este factor também influiu na iniciativa do concelho, como transparece da
referencia ao castelo de Vila Viçosa, ao se dizer que “ a de seer o muro tanto come
o castelo de Vilauiçosa”. ( Existiu rivalidade
entre as duas vilas, hoje mais esbatida, chamando os de Vila Viçosa
“marroquinos” aos do Alandroal, que os conhecem por “libatos”. Embora não
soubessem explicar o significado da alcunha, é possível que derive de libata,
grupo de casas de tribo africana.).
O documento contraria também a ideia expressa no Inventário
Artístico de que “o seu [da vila] desenvolvimento só se verificou no reinado de
D. Dinis, quando o mestre […] lhe edificou o castelo.”, antes descrevendo a
obra como custeada pelos moradores e não encerrando. Pelo menos naquela demarcação, a totalidade das casas da
vila.
Com o número 3 assinala-se na planta uma outra lápide que a
seguir se transcreve:
LEGALIN BI IL ILLALLA
E E DEUS SERÁ POR QUEN EL
FOR ESSE UENCERA EU MOURO C
ALUO FOI MAESTRE DEFAZER EST
ALUO FOI MAESTRE DEFAZER EST
E CASTELO DELANDROAL
Vale a pena transcrever o que sobre ela escreveu Leite de
Vasconcellos: “ A primeira frase é uma sentença arábica visto que o mestre da
obra era maometano. Tem notável o estar transcrita em letras portuguesas e
creio ser isto entre nós caso único por ora […] disse –se David Lopes que le
galibi il ikkállah, isto é , não vencedor senão Deus.
Acrescentarei que o elemento il que não entra na divisa do
Rei granadino, talvez seja devido a erro lapicida, por causa do começo de ill”.
Os dicionários corográficos de século XVIII já citados e o
texto do pároco Bento Ferrão dão notícia de outra lápida existente no canto da
torre de menagem, com texto semelhante à anterior. Embora Túlio Espanca não a
tenha encontrado, ela lá permanece. Indicada com o nº 4, aqui se transcreve;
B: ILA LLA: DEU
EUS: SERA: POR;
FOR: ESEUENCEP
OURO: FOI: MEES
ER: ESTE : CAST
LANDROAL
Parte da lápide está tapada pela parede da igreja, e a
prmeira linha perdeu dois caracteres. Comparando o texto com o da lápide
anterior, nota.se estarem ocultas sete colunas. Podendo a primeira linha ser
LA: GALIB: ILA: ALLA: DEU
O que confirmaria a ideia de Leite Vasconcellos.
O nome do mouro que foi “mestre de fazer” o castelo, mouro
calvo é referido num inventário dos bens da Ordem feito em 1364 pelo provedor
do mestrado, que achou no castelo uma “Arca que dizia que era de caluo”. É
possível que se trate da mesma pessoa; para Leite de Vasconcellos este nome
poderá ser desfiguração de nome arábico de fonética semelhante.
A penúltima lápide (numero 5) está colocada na torre da
cadeia, e está hoje escondida dentro da cadeia construída no final do século
XVIII . Tem gravada a cruz da Ordem de Avis e na parte inferior uma inscrição
que diz “MOURO ME FEZ”.
Conforme se vê na planta, existe hoje um corredor rectilíneo
ao longo da torre que, através de duas portas, estabelece comunicação entre a
praça de armas e o exterior. Antes das obras de restauro de 1943-46, a porta exterior estava
gradeada, e a interior tapada por uma
construção então existente na praça de armas. O restauro obstruiuPor outro lado, na Idade Média as muralhas eram um sinal de
prestigio. E toda a povoação que se prezava devia ostentar as suas. Penso que
este factor também influiu na iniciativa do concelho, como transparece da
referencia ao castelo de Vila Viçosa, ao se dizer que “ a de seer o muro tanto come
o castelo de Vilauiçosa”. ( Existiu rivalidade
entre as duas vilas, hoje mais esbatida, chamando os de Vila Viçosa
“marroquinos” aos do Alandroal, que os conhecem por “libatos”. Embora não
soubessem explicar o significado da alcunha, é possível que derive de libata,
grupo de casas de tribo africana.).
O documento contraria também a ideia expressa no Inventário
Artístico de que “o seu [da vila] desenvolvimento só se verificou no reinado de
D. Dinis, quando o mestre […] lhe edificou o castelo.”, antes descrevendo a
obra como custeada pelos moradores e não encerrando. Pelo menos naquela demarcação, a totalidade das casas da
vila.
Com o número 3 assinala-se na planta uma outra lápide que a
seguir se transcreve:
LEGALIN BI IL ILLALLA
E E DEUS SERÁ POR QUEN EL
FOR ESSE UENCERA EU MOURO C
ALUO FOI MAESTRE DEFAZER EST
ALUO FOI MAESTRE DEFAZER EST
E CASTELO DELANDROAL
Vale a pena transcrever o que sobre ela escreveu Leite de Vasconcellos: “ A primeira frase é uma sentença arábica visto que o mestre da obra era maometano. Tem notável o estar transcrita em letras portuguesas e creio ser isto entre nós caso único por ora […] disse –se David Lopes que le galibi il ikkállah, isto é , não vencedor senão Deus.
Acrescentarei que o elemento il que não entra na divisa do
Rei granadino, talvez seja devido a erro lapicida, por causa do começo de ill”.
Os dicionários corográficos de século XVIII já citados e o
texto do pároco Bento Ferrão dão notícia de outra lápida existente no canto da
torre de menagem, com texto semelhante à anterior. Embora Túlio Espanca não a
tenha encontrado, ela lá permanece. Indicada com o nº 4, aqui se transcreve;
B: ILA LLA: DEU
EUS: SERA: POR;
FOR: ESEUENCEP
OURO: FOI: MEES
ER: ESTE : CAST
LANDROAL
Parte da lápide está tapada pela parede da igreja, e a prmeira linha perdeu dois caracteres. Comparando o texto com o da lápide anterior, nota.se estarem ocultas sete colunas. Podendo a primeira linha ser
LA: GALIB: ILA: ALLA: DEU
O que confirmaria a ideia de Leite Vasconcellos.
O nome do mouro que foi “mestre de fazer” o castelo, mouro
calvo é referido num inventário dos bens da Ordem feito em 1364 pelo provedor
do mestrado, que achou no castelo uma “Arca que dizia que era de caluo”. É
possível que se trate da mesma pessoa; para Leite de Vasconcellos este nome
poderá ser desfiguração de nome arábico de fonética semelhante.
A penúltima lápide (numero 5) está colocada na torre da
cadeia, e está hoje escondida dentro da cadeia construída no final do século
XVIII . Tem gravada a cruz da Ordem de Avis e na parte inferior uma inscrição
que diz “MOURO ME FEZ”.
Conforme se vê na planta, existe hoje um corredor rectilíneo
ao longo da torre que, através de duas portas, estabelece comunicação entre a
praça de armas e o exterior. Antes das obras de restauro de 1943-46, a porta exterior estava
gradeada, e a interior tapada por uma
construção então existente na praça de armas. O restauro obstruiu as portas, e posteriormente impediu o acesso do exterior com
uma parede de tijolo.
O corredor é mais largo junto à praça de armas, e está aí
dividido em dois andares, havendo comunicação entre o superior e o edifício da
cadeia por uma porta, na fotografia escondida pelo armário à esquerda.
(Prossegue)
SUGESTÕES
DESTAQUE
VILA VIÇOSA
SEXTA-FEIRA - 24
Feira Quatrocentista (D. João II) – Os primórdios da
epopeia
tragico-marítima e os preparativos para as grandes
descobertas de além-mar
18.00h – Cortejo de abertura
com o Príncipe D. João II regressando da conquista definitiva de Arzila onde
foi armado cavaleiro pelo seu próprio pai, El-Rei D. Afonso V.
19.00h – Por abdicação do
monarca, o jovem Príncipe torna-se regente do Reino e é aclamado pelo povo.
Notícias de que alguns fidalgos opositores à política de centralização do
monarca são afastados ou eliminados.
20.00h – Comeres e beberes
com sabores alentejanos nas tabernas da
Praça. D. Nuno.
21.00h – Danças, folguedos e
apresentação de armas pelos calipolenses.
22.00h – D. João II envia
Bartolomeu Dias por mar com a missão de contornar a costa africana enquanto a
coragem e as forças lhe permitirem e envia Pêro da Covilhã, por terra, em
demanda do Reino de Prestes João.
23.00h – Espectáculo de
Malabares de fogo sobre o anunciado
esposamento do Príncipe herdeiro com a Infanta Isabel de Castela.
SÁBADO 25
Feira Quinhentista (D. João III) – A consolidação
territorial
das descobertas e os aportes económico-culturais
para a Europa
15.00h – Cortejo régio com
El-Rei D. João III.
16.00h – Anúncio do tratado
de Saragoça em que
Portugal negoceia as Molucas com Espanha, adquirindo contudo
novas colónias na Ásia - Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau. (Praça da
República)
17.00h – Anúncio da chegada
dos portugueses ao Japão em 1543 e do que aí se passou.
18.00h – São despachados os
capitães donatários para o Brasil com cargos hereditários e a missão de
defenderem as costas da terra de Vera Cruz das investidas piratas.
19.00h – Danças e folguedos
com acrobacias e outras artes.
20.00h – Comeres saborosos e
beberes sequiosos nas tabernas da Praça de D. Nuno.
21.00h – D. João III manda
que se autorize a Inquisição no reino de
Portugal.
22.00h – Auto de fé em que
alguns heréticos e cristãos novos são julgados e condenados.
23.00h – Com a morte de D.
João III, tendo-lhe já morrido os 10 filhos que gerou, é anunciado o seu neto
como herdeiro da Coroa Portuguesa e com tudo aquilo que se passou a seguir.
24.00h – Arruada de
encerramento.
DOMINGO 26
Feira Seiscentista (D. João IV) – A restauração da
monarquia
portuguesa e a ascensão da Casa de Bragança
13.00h – Temperos e petiscos
nas tabernas e nas locandas
14.00h – Arruada de tambores
pelas ruas de Vila Viçosa e anúncio da Revolução de 1640 com louvor aos 40
conjurados
15.00h –A aclamação pública
de D. João IV de Portugal no terreiro do Paço de Vila Viçosa
• Leitura do levantamento d’
El-Rei
• Entoação do cântico Te Deum
• Arcabuzeiros e
espingardeiros prestam homenagem com uma salva de tiros
16.00h - Arregimentação de
voluntários para incorporarem o Terço de defesa das Linhas da Raia; Treino de
Piqueiros; Experimentação de armas de
fogo.
17.00h – Leilão de um lote de
escravos da Guiné
Venda de escravos e seu
assentamento no livro da Fazenda pelo
Tabelião e cobrança das taxas e dízimas. Os tratos deste comércio e as
contestações dos “iluminados”.
18.00h – Encerramento dos
festejos e lavagem dos cestos e almotolias.
ALANDROAL
MONTEMOR E CONCELHO
VILA VIÇOSA
Domingo,
dia 26 de maio, que a Confraria da Santíssima Trindade de Vila Viçosa se volta
a apresentar a toda a população, com a realização de um concerto no Santuário
de Nossa Senhora da Conceição. O evento tem começo marcado para as 18h30, sendo
que há conduzir o Coral S. Domingos vai estar o maestro João Luís Nabo.
ESTREMOZ
Sábado 25
de Maio de 2013 | 21:30
Maria João Abreu embarca numa viagem através da Música,
cantando temas que marcaram a sua vida. Temas que ecoam nas vozes de Liza
Minelli, Edith Piaf, Ute Lemper, Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Bobby
Darin, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Milú, Elis Regina e António Variações,
entre outros. Não esquecendo os poetas que, através das suas palavras fazem
mover o Mundo.
É o concretizar de um sonho, no ano em que comemora trinta anos de carreira. É uma viagem que envolve o público num turbilhão de emoções, onde se verá certamente a sua vida refletida.
E porque a arte alimenta o sonho e o sonho é uma das fontes da vida, seja cúmplice desta aventura onde poderá ver Maria João como nunca ninguém a viu.
É o concretizar de um sonho, no ano em que comemora trinta anos de carreira. É uma viagem que envolve o público num turbilhão de emoções, onde se verá certamente a sua vida refletida.
E porque a arte alimenta o sonho e o sonho é uma das fontes da vida, seja cúmplice desta aventura onde poderá ver Maria João como nunca ninguém a viu.
REDONDO
tOCADA...no estendal -
Cruzamentos artísticos
uma performance de:
Eddie Cevas aka
Simple samples, Gerardjan Rijnders, Luz da Camara, Marta Pessoa, Mumtazz, Rita
Palma, Sergio Ramos, Grupo de Mulheres e participantes locais.
AINDA....
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA/FM
Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/
Sexta,
24 Maio 2013 09:01
Hoje vou contar uma história.
Era uma vez um cidadão, um
cidadão português. Filiado num partido político, foi, ao longo da sua vida,
quase sempre militante activo desse partido. Nos mais diversos patamares. Só
ultimamente, muito por força de uma ruptura que também contra ele quiseram
fazer, e fizeram, é que a sua militância activa, leia-se, actividade
político-partidária, diminuiu bastante. Continua, no entanto, esse cidadão,
filiado nesse partido.
Num certo dia, em amena
cavaqueira com amigos, veio à baila o Congresso do partido, desse partido.
Depois de uma troca de pontos de vista, um deles, conhecedor da história
daquele militante no partido, sugeriu, meio a sério meio a brincar, que esse
militante fosse ao próximo Congresso do seu partido. Essencialmente para rever outros
amigos que já há algum tempo não via, anuiu. A forma de poder ir ao Congresso
seria a de se fazer eleger pela Concelhia de onde é militante. E, aí, tinha
duas hipóteses: ou era eleito na lista proposta pela Concelhia ou apresentava
uma lista própria, concorrente com a da Concelhia, indo ambas a votação. A
opção, por várias razões, foi a de falar com o Presidente da Concelhia e
dizer-lhe, abertamente, que gostaria de ir ao próximo Congresso, para rever
amigos, não havendo, portanto, qualquer outra intenção escondida: nem a de
apresentar uma Moção de Estratégia própria nem a de subscrever qualquer outra
Moção nem sequer a de ir fazer uma intervenção em Congresso. De
referir que o militante em causa já desempenhara cargos ao mais alto nível no
partido, razão pela qual a hipótese de poder vir a ter uma intervenção mais
forte no Congresso, concertada ou não com outros militantes, era plausível, se
o contrário disso mesmo não ficasse desde logo assente e aceite.
Proporcionado o encontro com
o Presidente da Concelhia e manifestado o interesse deste nosso militante em ir
ao Congresso naquelas condições, considerou, aquele, a ideia normal, não tendo
levantado, de resto, qualquer problema. Admitiu, contudo, que, na Comissão
Política Distrital da qual também faz parte, pudesse o assunto ser de mais
difícil digestão. Mas ... que ficasse descansado que, relativamente a estes
eventuais problemas, estaria disposto a assumi-los! Ficou, então, combinado que
iria propor à Concelhia a que preside o nome deste militante para integrar a
lista de candidatos a delegados ao Congresso a apresentar pela Concelhia. No
dia da reunião, o Presidente da Concelhia voltou a entrar em contacto com o tal
militante, dizendo-lhe que já tinha falado com boa parte dos membros da sua
Comissão Política e que ninguém havia colocado qualquer obstáculo à sua
candidatura na lista da Concelhia. Chegados à hora do jantar, o militante em
causa, recebe um novo telefonema do Presidente da Concelhia, desta feita,
bastante nervoso, através do qual lhe transmite que, durante a tarde, havia
recebido um telefonema que o impedia de propor o seu nome, o nome do tal
militante, como candidato a delegado ao Congresso na lista da Concelhia.
Desfazendo-se em desculpas, o Presidente da Concelhia, militante relativamente
recente no partido, com disponibilidade de tempo, com vontade e gosto pela
actividade política e, evidentemente, com uma certa ambição, vê todo o seu
empenhamento e esforço ameaçados depois do tal telefonema que lhe fizeram da
Sede Nacional do partido. Era fundamental que o dito militante - literalmente, persona
non grata -, não integrasse a lista apoiada pela Concelhia.! Senão...
haveria consequências!
Pois é! Eis como um certo
partido político – que não é caso único, diga-se de passagem -, funciona em Portugal!
Com esta história, torna-se
mais fácil perceber por que é que a palavra “aparelhómetro” não significa, como
talvez pudesse significar, um instrumento para medir a dimensão do controlo das
direcções partidárias sobre os aparelhos dos respectivos partidos políticos. Na
verdade, como se viu, um instrumento destes não teria qualquer utilidade. De
facto, o controlo dos aparelhos partidários está milimetricamente controlado.
Lisboa, 23 de Maio de 2013. - Martim Borges de Freitas
DESPORTO NO FIM-DE-SEMANA
FUTEBOL
Fotos enviados pelo nosso colaborador Vitor Matos do último desafio da Equipa de S. Brás dos Matos / Juniores Campo Maiorense. (Incidencias do jogo em artigo escrito pelo Vitor que pode lêr em http://freguesiasaobrasdosmatos.blogspot.pt/
Distrital de Juniores
Estrela de Vendas Novas – Rosário
Distrital de Iniciados
Portel – Terena
Distrital de Benjamins
Santiago Maior – Lusitano B
Juventude – Terena
Particular
Vila Boim – São Brás dos Matos
Fotos enviados pelo nosso colaborador Vitor Matos do último desafio da Equipa de S. Brás dos Matos / Juniores Campo Maiorense. (Incidencias do jogo em artigo escrito pelo Vitor que pode lêr em http://freguesiasaobrasdosmatos.blogspot.pt/
Nacional da 3ª Divisão Série F
Zona Subida
Esperança de Lagos – Moura
C.F. Vasco da Gama – União de Montemor
Juventude – Atlético de Reguengos
Zona Apuramento
Monte Trigo – Sesimbra
Castrense – Aljustrelense
FUTSAL
Nacional da 3ª Divisão Série D
Sassoeiros – União de Montemor
E A TERMINAR
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