quinta-feira, 24 de Abril de 2014

INFORMAÇÃO/DIVULGAÇÃO DA C.M.A.

Alandroal comemora os 40 anos de 25 de Abril
O Alandroal celebra o 40º aniversário da revolução dos cravos com diversas atividades por todo o concelho, apoiadas pela Câmara Municipal em articulação  com todas as Juntas de Freguesia do concelho.
          Os festejos iniciam-se na noite de 24 de abril, pelas 21h 30, com a peça de teatro “É Preciso Não Esquecer”, encenada pelos alunos da Universidade Sénior Túlio Espanca. O teatro terá lugar no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, seguido de lançamento de foguetes, à meia-noite.
Durante a manhã de 25, os munícipes podem assistir ao tradicional hastear da bandeira nas sedes das freguesias, com acompanhamento da Banda do Centro Cultural de Alandroal, assim como à inauguração da Exposição sobre o 25 de Abril, com desenhos e outros trabalhos das crianças do 1º ciclo, na sede da Junta de Freguesia de Terena.
Ao almoço pode ficar por Montejuntos, onde o convívio à mesa é garantido. Depois da refeição não pode perder o momento musical com “OS FILHOS DA LIBERDADE” (Jorge Vadio, Nuno Barroso e Mário Leão).
A população pode ainda comemorar para além da revolução de 1974, o segundo aniversário do grupo TRIGUEIRÃO DO RELHEIRO, na Praça da República de Alandroal. Este espetáculo está marcado para as 17h 30, com a presença dos grupos corais de Alcáçovas e Malagueira.
Para terminar o dia em grande, nada melhor que recordar as “CANTIGAS DE ABRIL” na voz de Manuel Freire.
Dia 26, as comemorações continuam durante a tarde para os adeptos do ciclismo. Termina em Terena, no Santuário de Nossa Senhora Boa Nova, pelas 15 horas, a “5ª Edição Seixal”.
As comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril irão prolongar-se durante todo o ano e a população fica desde já convidada a participar nos eventos.


DUQUES & CENAS - Rubrica do Dr. João Luís Nabo


                              Por Abril

Abril é, tradicionalmente, desde há 40 anos, o mês da Liberdade, dos Cravos Vermelhos e do Grito que se fez ouvir nas ruas de Lisboa, por um país livre, justo e sem opressão. Lembro-me, na altura com treze anos, dos tanques que, no dia 25, vindos de Estremoz, desciam a nossa avenida, carregados de soldados e de anseios, em direcção a Lisboa, para auxiliarem Salgueiro Maia. Lembro-me de se ensaiar, nesse dia, o primeiro dia da Liberdade, feriado para todos os alunos, que receberam ordens dos professores para regressarem a casa. Como éramos ingénuos…
Abril é este ano mais um mês de comemoração. E devia sê-lo em consciência. Devia ser muito mais do que um dia de discursos, cada vez mais bolorentos, das Maiorias e das Oposições, meros conjuntos de interesseiros e incapacitados para merecerem o nosso respeito e confiança. Não devia ser um dia. Devia ser o Dia. O Dia do tal Grito, novamente a precisar de ser solto, e que, nos últimos anos, se acumulou na garganta dos portugueses, cada vez mais sufocados, envoltos numa tristeza sem esperança, sem trabalho e sem comida para os filhos.
Somos todos, quase, quase todos, portugueses desprezados pelos políticos que nos governam, postos de parte pelo país onde trabalhamos e onde ajudámos, cada um à sua maneira, a fazer crescer a democracia. Humilhados por um sistema de justiça que prende um padeiro por este ter, alegadamente, furtado 70 cêntimos e que deixa à solta perigosos meliantes que se abotoaram durante anos com o suor do trabalho dos outros. Estes sim, criminosos que continuam a safar-se graças a leis feitas a seu favor e contra, sempre contra, quem ganha o seu dinheiro honestamente.
Mesmo assim, apesar de continuamente desrespeitados na sua essência, como cidadãos e seres humanos, muitos de nós recusam-se a ir às urnas em dias de eleições, ora porque é Verão, ora porque é Inverno, esquecendo todos aqueles que, um dia, foram torturados, chegando a dar a vida para que hoje pudéssemos votar em liberdade. Não teremos os governantes que merecemos?
Como estou a passar o limite da indignação, vou terminar. Por isso, depois disto tudo, sabem o que lhes digo, caros leitores… sabem? Como diria o meu velho e saudoso Pai: “Pois, olhem! Não lhes digo nada!”

João Luís Nabo 

BICHOS RAROS NO ALANDROAL

Depois de aqui termos divulgado a descoberta de uma nova espécie desconhecida de milpés cavernícolas, encontrada no Algar de Santo António no Alandroal, o nosso amigo Carlos Damas enviou-nos a fotografia de uma lagarta, espécie muito pouco vista, com mais ou menos 5 cm, e que se solicita a quem saiba o nome desta espécie, divulgue o nome da mesma.

As fotografias são da autoria do Vicente Arrifes.



Depois de elaborado o “post” que deu origem à apresentação da lagarta recebi via face book a seguinte mensagem, enviada pelo Sr. Zé Porto:

"A lagarta é uma "Papilio troilus L.". Esta forma de mimetismo pretende imitar uma cobra, para afastar predadores. Esta é a borboleta a que dá origem,"


ARTIGO DO DR. LABOREIRO

                                 O fascismo infelizmente existiu


«A violência preventiva era um esteio essencial da segurança  e da durabilidade do regime. Na desmobilização, no medo, na interiorização da obediência, numa sociedade onde o peso social e cultural da ruralidade se prolongou bem para além do seu peso económico, ou seja, na eficácia real dessa violência preventiva assentou em larga medida o “saber durar” salazarista.»

Fernando Rosas (Historiador)
(in “Salazar e o Poder”)

Recentemente, têm sido múltiplas as edições, embora bastantes delas convidando a um “voyeurismo”, que revisitam o tempo histórico português pautado pelo fascismo: publicações onde, salvo honrosas excepções, há uma tendência muito forte no sentido de um branqueamento desse passado de opressão, violência e submissão que o fascismo revestiu.
Efectivamente, há biografias de Salazar e Marcelo Caetano, relatos e cronologias desse período histórico  -  que primam por historiar a polícia política e os torcionários, no “interland” temporal de um quotidiano amável e simpático (pretendendo suavizar as brutalidades, humanizar os responsáveis, escondendo as causas, omitindo a carga ideológica do percurso histórico, arvorando o bem do passado por oposição ao mal do presente).
Uma das preocupações destes autores, num intuito de desideoligização, é de tentar fazer passar que a ditadura de Salazar não era fascista (sendo antes um regime autoritário, musculado, muito longe de fascismo italiano ou alemão).
Porém, na verdade o “Estatuto do Trabalho Nacional” (como os documentos congéneres de Franco, Petain, entre outros) inspira-se na lei idêntica de Mussolini (a “Carta del Lavoro”)  -  na pretensão de decretar uma “paz social”, de reduzir os sindicatos à obediência (a par da corporativização da actividade económica).
À semelhança das congéneres alemã e italiana, foi criada  -  para enfrentar a “ameaça” comunista  -  a Legião Portuguesa (corpo armado e uniformizado, que, depois dos ímpetos iniciais, veria truncada a sua autonomia e seria subordinada à cadeia do comando militar).
Por outro lado, assistir-se-ia à extinção dos partidos políticos, por imposição oficial: com a pressão ditatorial sobre Ramada Curto para assinar a auto-dissolução do PS (1933) e a fuga para a luta clandestina por parte do PCP. Por sua vez, a ditadura criava a União Nacional (a grande ganhadora das eleições encenadas, e a única concorrente às eleições na maior parte das vezes: realidades que encontramos, para além das ditaduras alemã e italiana, também nas ditaduras coevas da Áustria, da Polónia, da Grécia, da Hungria, de Espanha (tendo como Presidentes, todas, oficiais generais): ditaduras que encontraríamos igualmente, na França (de Petain), na Roménia, na Croácia e na Eslováquia.
Seguindo o modelo fascizante, Salazar criaria a censura permanente a todas as publicações (em regra exercida por militares, como nas outras ditaduras) -  e que Salazar justificava com a necessidade de «antes de tudo evitar preventivamente que os meios de publicidade causem dano social».
Embora uma recente biografia de Salazar procure fazer depreender  uma adesão entusiástica do povo, a natureza moderada do nacionalismo português e a selecção criteriosa das elites governantes, a verdade é que assistíramos às aparatosas manifestações organizadas e mobilizadas por legionários e caciques (mercê de uma intensa propaganda oficial), a uma legislação colonial que oprimia os “indígenas” africanos, a uma selecção ideológica dos governantes (todos fiéis ao regime), à onda de perseguição (com demissão compulsiva) aos Professores Universitários democratas, à vaga de repressão dos movimentos de trabalhadores do campo e das fábricas, bem como à prisão de milhares de pessoas, sujeitas à tortura e até à morte: tornando-se elucidativo que o regime político se inscrevia numa ditadura fascista (embora certos autores tentem fazer acreditar de que a violência política era moderada  -  sendo o regime autoritário e não totalitário).
Porém, é que a realidade era outra: o medo generalizado da população, a intimidatória rede de agentes da Polícia Política (6 milhões de portugueses com ficha na PIDE), dezenas de milhar de presos políticos (em Caxias, Aljube, Angra de Heroísmo, Peniche, na Sede da PIDE, em Machawa (Moçambique), S. Nicolau (Angola), Tarrafal (Cabo Verde); como poderão omitir a memória ?)
Afinal, como podem os Homens conscientes, que reflectem, agem, criam, investigam, educam, formam, ser indiferentes à opressão, às tensões, às injustiças, às banalidades, ao mundo que as envolve, como se vivessem numa “torre de marfim”?
E seria precisamente o homem não resignado, quem  -  numa batalha da memória  -  haveria de pôr termo ao fascismo do Portugal do Estado Novo  -  em Abril de 1974.

José Alexandre Laboreiro
Publicado no Jornal "Folha de Montemor" e transcrito com a devida autorização do Autor - Abril 2014


TAUROMAQUIA

                                   A ABRIR
                                          11 DE MAIO HÁ CORRIDA NA ALDEIA DA VENDA
 Cavaleiros : Rui Salvador – Marcos José – Rui Guerra
Forcados : Amadores de S. Manços – Portalegre – Aposento do Alandroal

Ganadaria  : Eng. Jorge Carvalho  (5 anos e mais de 550 Kgs
                                                                     XXXXXXXXXXXXX

                                                            CORRIDAS PROGRAMADAS 



DESPORTO

FUTEBOL

Distritais de Évora

Divisão de Elite – Subida
Juventude – Oriola
Cabrela – Reguengos
Redondo – Viana

Manutenção
Lavre – Calipolense
Perolivense – Portel
Monte Trigo – Estremoz

Divisão de Honra – Subida
Canaviais – Lusitano
Borba – Mora
Arraiolos – Escoural

Manutenção Serie A
Aldeense – Corval
Santiago Maior – Bencatel

Serie B
Valenças – Alcáçovas
Cortiço – Santana do Campo


Distrital Benjamins - Fase Final
Juventude B - Santiago Maior

Distrital Inatel

2ª Mão 26/04 – 16 horas
Graça do Divor – Alandroal United
(no 1º jogo o Alandroal foi derrotado por 1 a 2 – terá que ganhar na Graça)

Nacional de Seniores

Fase de Manutenção – Série H
União – Almodôvar
Barreirense – Quarteirense
Louletano – Lagos
Cova da Piedade – Moura




Série G
O Elvas – Casa Pia

Particular

Veteranos Velha Guarda S. Mamede Portalegre – Amigos S. Brás dos Matos



 FUTSAL

Distrital de Seniores
Pavia - União

OUTRAS MODALIDADES







SUGESTÕES



Nas Festas dos Prazeres, com a colaboração da Confraria da Boa Nova, Câmara Municipal do Alandroal e Junta de Freguesia de Terena vamos passar o documentário "Terras do Endovélico" realizado por José Meireles.
Depois do documentário teremos uma pequena troca de ideias sobre o mesmo, sobre o Património do Concelho, sobre a Identidade Cultural única da nossa Raia-Raya e a relação que pode ter com a Economia através do Turismo.
Se ainda houver energia podemos visitar um ou outro sitio que o público ache interessante.

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM

                            Memória de 24

Quinta, 24 Abril 2014 09:30
Há 40 anos este dia era o último de um longo tempo de trevas. Um tempo que alguns querem agora branquear, diga-se com notável sucesso, fazendo comparações absurdas.
É certo que o sucesso desse branqueamento se deve em muito ao caminho de retrocesso feito nos últimos 38 anos, com particular destaque para os últimos três, em que as condições de vida da maioria quase nos colocam nesse tal tempo de trevas.
Para quem não viveu esses tempos, ou era tão novo que não tem deles memórias, é difícil imaginar algo pior do que estamos a passar e no entanto, acreditem, era bem pior.
Imaginem um país onde uma elevada percentagem dos seus habitantes era analfabeto, onde não existia serviço nacional de saúde, salário mínimo, férias pagas ou subsídio de natal. Onde apenas uma ínfima minoria dos que entravam na escola primária chegavam à universidade.
Imaginem um país em que menos de metade das habitações tinha abastecimento de água e saneamento básico e onde a rede de transportes públicos fora das grandes cidades era incipiente.
Imaginem um país onde a palavra escrita ou dita na comunicação social era sujeita a censura, onde não havia liberdade de manifestação ou de reunião, onde o único partido autorizado era o do governo, onde existia uma polícia política que perseguia e prendia os opositores, suportada numa imensa rede de informadores.
Imaginem um país onde os presidentes de câmara eram nomeados pelo governo.
Imaginem um país envolvido numa guerra colonial em diversos pontos de África e que para lá atirava a sua juventude para defender uma decrépita ideia de império.
Bem sei que os tempos que vivemos parecem aproximar-nos desse tempo, com as amputações do serviço nacional de saúde, os cortes nos salários, a tentativa de pôr fim a subsídios de férias e natal, o drástico aumento da distância entre os mais ricos e os mais pobres, o encerramento de escolas, os constrangimentos à autonomia do poder local democrático, a instauração de um outro tipo de censura e muitos outros indicadores que nos empurram quatro décadas para trás.
É verdade que naquele tempo, tal como hoje, a riqueza estava distribuída por meia dúzia de famílias. É verdade que os discursos de Cavaco são cada vez mais parecidos com as conversas em família de Marcelo Caetano.
É verdade que, apesar de existir liberdade de formação de partidos, são criadas as condições para que apenas aquela espécie de União Nacional tripartida chegue ao poder.
Mas ainda assim, temos um Constituição que resiste, é-nos exigida menos coragem física para lutar, há avanços civilizacionais que, por muito que tentem, vieram para ficar.
E mais importante que tudo temos hoje a certeza, porque vivemos os tempos exaltantes da Revolução, de que é possível uma vida diferente se projectarmos no futuro os seus valores.
Como diz a minha prima Zulmira, “deixem-se lá de tretas o outro fascismo era bem pior.”

Até para a semana

Eduardo Luciano

FESTA DA BOA NOVA - PRAZERES - PROGRAMA ATÉ DOMINGO


IMPRENSA ALENTEJANA DE HOJE




quarta-feira, 23 de Abril de 2014

MAU MARIA !

“O Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, defendeu esta terça-feira, 22 de abril, que o modelo de entendimento dos serviços públicos tem vindo a ser discutido com a troika e também com as autarquias, destacando que a referencia à data de final de maio para o encerramento de 50% das repartições de Finanças não é vinculativo e que tudo está ainda em discussão.”

Face ás últimas notícias vindas a lume a propósito do possível encerramento de 50% das Repartições de Finanças, a única certeza até agora são as declarações de Poiares Maduro sobre o assunto.
Entretanto temos anotado que vários Presidentes de Câmara se têm manifestado contra esta possível medida, inclusive apelando a uma mobilização dos seus munícipes para acções de protesto.
Nada sabemos sobre as consequências de tal medida no que diz respeito ao Alandroal. No entanto e face aos últimos acontecimentos, parece-nos que o Alandroal será uma daquelas que não reúne as melhores condições para se manter aberta, isto, na óptica do Governo.
Será portanto altura de se começarem a reunir esforços no sentido de manter informada toda a população e mobilizar para acções que possam contrariar qualquer medida no sentido de impedir o encerramento de mais um serviço público.
Chico Manuel

UM MISTÉRIO POR DESVENDAR


Esta fotografia, obtida com a máquina pousada no chão, retrara o inicio das escadas que dão acesso às bicas da Fonte da Praça.
Reparem que o lancil  tem a letra P gravada no mármore.
Será essa mesma letra o inicio de uma sequencia de outras?
Uma coisa é certa: a mesma não pertence à construção original, pois os mais antigos devem-se recordar que até ás escadas havia calçada.
Será uma pedra tumular colocada na vertical?
Não seria de investigar?

Texto e foto: F. Tátá
Indicação Albarram

MEMÓRIAS - Chico Manuel

                                                      A ESPLANADA

Recordemos hoje mais um local, que teve grande  relevo em épocas passadas e que presentemente se encontra ao abandono e totalmente degradado.
Vamos escrever e recordar a Esplanada.


Situada ao fundo da Rua Dr. Xavier Rodrigues e tendo como vizinhos: uma das zonas com alguns dos edifícios mais bonitos do Alandroal,  ainda o renovado Quartel dos Bombeiros, alem de uma ampla e bonita rotunda, vizinha de um moderno e bem tratado edifício que alberga o Centro de Saúde, encontra-se o degradado, envergonhado e abandonado local que outrora deu pelo nome de Esplanada.


Fui sempre um frequentador assíduo da Esplanada, não só porque morava na Rua onde a mesma se encontra, mas ainda porque era um local onde não se colocavam quaisquer entraves á sua entrada e no mesmo se praticava patinagem por quem sabia, desporto que sempre me fascinou. Claro que também muitas vezes ali disputei renhidos jogos de hóquei, mas sem patins, modalidade bem acarinhada por todos os portugueses nos tempos áureos de Moreira, Cruzeiro, Adriano, Velaso e Bouçós, grandes campeões do mundo.
Segundo reza a história foi a mesma concebida para as figuras grades de então realizarem os seus convívios, (chás dançantes, exibição de cinema, pratica de jogos, teatro e acima de tudo patinagem.
Eram proprietários desse espaço o Dr. Xavier, o Dr. Barrento, e o Sr. Joaquim Martins, figuras relevantes do Alandroal nessa época.
Guardo ainda na memória os grandes bailes que nessa altura ali se realizavam, normalmente abrilhantados pela Orquestra Bass, considerada uma das melhores orquestras do sul do país, oriunda do Alandroal, mas que pouco gostava de actuar na sua terra.
Por motivos que desconheço a Esplanada cessou a sua actividade e caiu no abandono, tornando-se um local degradado face ás tropelias a que foi sujeita pelos alunos do Colégio, a funcionar ali bem perto.
Passados alguns anos um grupo de amigos resolveu chamar a si a reabertura e funcionamento da Esplanada. Após a cedência de dois dos proprietários Dr. Xavier e Dr. Barrento, e sob a ameaça de ocupação (actividade muito em voga na altura), o Senhor Joaquim Martins embora com muita relutância concedeu a devida autorização abdicando assim os antigos proprietários da posse do referido espaço.
Viveu-se nessa altura um dos momentos de maior empenho de toda uma população em prol do bem comum, pois desde cavar, arrancar silvas, rebocar, caiar, arranjar o pavimento, toda a população se empenhou a sério na recuperação da Esplanada, e até um parque infantil ali foi construído de raiz.
Regressaram as noites de bailes, os concertos, o cinema, o teatro e uma infinidade de actividades culturais.
Só que viveu-se nessa mesma altura um dos períodos mais conturbados da implantação da democracia, onde a falta de respeito, os atropelos à lei, a imposição de ideais a qualquer preço eram o pão-nosso de cada dia.
Em suma: aos poucos o projecto foi-se degradando, tornou-se inviável e não houve outra alternativa senão fazer entrega das chaves à Câmara Municipal, no intuito de a mesma se tornar património municipal e salvaguardar o espaço no que dizia respeito à sua conservação.
Reabriu passado algum tempo para que nesse mesmo local se efectuassem torneios de futebol de salão, organizados pelo Juventude Sport Clube, num dos seus períodos mais brilhantes, e que todas as noites levavam centenas de adeptos ao local.
Segundo julgo saber, não o posso afirmar com toda a certeza, a Esplanada foi doada para fins de construção de Sede própria ao Juventude Sport Alandroalense, já lá vão largos anos.
Impõe-se portanto deixar no ar a seguinte questão:
Existe ou não o J.S.C.?
Quem o representa?
Terminou definitivamente?
Quem são os actuais proprietários da Esplanada?
Se é o J.S.A. – que fins lhe tenciona dar? Quem é o responsável pela conservação e manutenção?
Se é a Câmara Municipal – o que pensa fazer naquele espaço?

Responda quem souber!

Chico Manuel  


SUGESTÕES PARA COMEMORAR O 25 DE ABRIL







À noite, pelas 21h30, a parada D. Pedro V, recebe o concerto “Tributo de Ary a Zeca” do grupo Ensemble Project e a exposição interativa “Vendas Novas e a Revolução”, organizada pela associação vendasnovense “Teatro das Artes”, que através de imagens e da música revisitam memórias da época.

obs: Neste Concerto com o Ensemble Project, a realizar no Largo do Quartel De Vendas Novas vai actuar o nosso conterrâneo Zé Carvalho, aliás Produtor do Ensemble.
Sabe bem informar que a Empresa “Todas as Artes”  - sediada no Concelho do Alandroal e gerida pelo Zé Carvalho é responsável por grande parte dos espectáculos programados para comemorar os 40 anos da Revolução de Abril.
Assim, além do próprio com o espectáculo Tributo de Ary a Zeca, programado para 24 de Abril em Vendas Novas vai ainda a Vila Flor e Moura.
Filipa Pais também agenciada pelo Zé actuou dia 19 nos Foros, dia 24 em Montemor e em vários espectáculos do Concelho de Montemor durante os próximos fins de semana.
Vitorino vai estar em Cuba do Alentejo, Moita e Tróia.
Um outro projecto produzido pelo Zé Carvalho,  denominado “ A Madrugada do dia Seguinte” é presença no Redondo e Vila Flor.
Paulo de Carvalho que actua em Borba, e Carlos Mendes são os novos Artistas que passam a actuar por intermédio da Todas as Artes.

NO ALENTEJO

Ana Maria Costa Freitas, professora do departamento de Fitotecnia da Universidade de Évora (UÉ), foi hoje eleita como nova reitora da academia alentejana para o quadriénio 2014-2018.

A Delegação de Fuzileiros Juromenha Elvas da Associação Nacional de Fuzileiros, sedeada na vila de Juromenha, vai promover nos dias 3 e 4 de maio um fim-de-semana radical com a presença dos grupos de Escuteiros de Vila Viçosa, Elvas e Terrugem. Das atividades destaque para o passeio pelas águas de Alqueva em botes a remo e rappel no castelo da localidade, com a presença de uma equipa de Fuzileiros no ativo da Companhia Meios de Desembarque.
O Turismo do Alentejo está satisfeito com a procura turística na região durante o período festivo da Páscoa,
Após a última reunião de Câmara, o Partido Socialista (PS) de Estremoz contestou, em comunicado, a contratação de advogados por parte da autarquia.

“A Câmara Municipal de Estremoz propõe-se a gastar perto de 80 mil euros na prestação de serviços de assessoria e representação jurídica, em regime de avença. Isto é, o Município de Estremoz tem um serviço jurídico que funciona, mas o executivo acha que pode continuar a contratar serviços de advogados externos à CME, pagando-lhe verbas que, face às dificuldades que todos passamos são uma autêntica vergonha”, acrescenta.


CRONICA DE OPINIÃO LIDA HOJE AOS MICROFONES DA RÁDIO DIANA/FM

Silvino Alhinho


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terça-feira, 22 de Abril de 2014

VAI A HISTÓRIA REPETIR-SE?

Gosto de ouvir quem sabe.
Há dias, em conversa com um Colaborador com presença habitual no Al Tejo e debatendo o momento político que se vive na Ucrânea, colocava esse mesmo meu amigo as seguintes questões, que pela pertinência com que foram abordadas, me parecem ser dignas de levar ao vosso conhecimento, não só a titulo de esclarecimento como também para que face ás mesmas nos interroguemos sobre a situação actual e as consequências que daí podem advir.
Dizia, e passo a citar:

« Quanto à Ucrânia, anota aí, que estamos bastante próximos de Sarajevo de 1914.
 Os principais actores estão a posicionar-se em matéria de defesa dos seus interesses mais directos.

E se, a Polónia, (que tem fronteiras com a Russia e com a Ucrânia) se vir envolvida, o mesmo significará que a NATO  não poderia deixar de responder (de acordo com Art.º 5 do seu tratado
fundador), e quando e se o fizer são os EUA que finalmente terão de enfrentar directa e militarmente  a RUssia.
E aí a guerra deixa de ter parecenças com a guerra fria para passar a ser novamente quente.
Tudo isto para te dizer (sem que aliás me tenhas e, muito bem, pedido uma opinião) que o MUNDO está muito perigoso e que o Seculo XXI vai ser de  facto mais violento do que o Seculo XX.

 Há um evidente choque de Civilizações, de Religiões e, claro, de  interesses geopolíticos. Mas assim como há choque há mais do que isso, há ódios históricos insanáveis.

A Polonia e a Ucrânia são, aliás, dois países muito mal estacionados em termos geográficos (geopolíticos).
 Daí que os polacos tenham um ódio histórico à Russia. Uma Rússia que está a
exceder o seu papel com um Putin intratável.Com muito poder e vingativo.»
Fim de citação

Será assim? Estaremos mesmo à beira de uma III Guerra Mundial?
Para meditar.

POLITICA LOCAL








José Narciso Marat Mendes, Presidente da Assembleia Municipal de Alandroal, faz público, que no próximo dia 23 de Abril de 2014, pelas 20:30 horas, se realizará, no auditório do Edifício Sede da Câmara Municipal, uma Reunião da Assembleia Municipal de Alandroal, com a seguinte ordem do dia:
1. Apreciação da informação da Presidente da Câmara nos termos do disposto no artº 25º nº 2 al. c) do Regime Jurídico das Autarquias Locais.
2. Apreciação do Relatório Anual do Plano de Saneamento Financeiro.
3. Aprovação do Documento de “Prestação de Contas”, conforme o previsto na alínea i) do artº 33º do regime Jurídico das Autarquias Locais, aprovado pela Lei nº 75/2013 de 12 de Setembro.
4. Aprovação do regulamento do Pólo de Alandroal da Universidade Sénior Túlio Espanca/Escola Popular, de acordo com a alínea g) do nº 1 do artº 25º da Lei nº 75/2013 de 12 de Setembro.
5. Aprovação do Regulamento da Atividade de Comércio a Retalho Não Sedentária do Município de Alandroal, conforme a alínea g) do nº 1 do artº 25º da Lei nº 75/2013 de 12 de Setembro.
6. Aprovação do Regulamento de Cadastro e Inventário do Património Municipal de Alandroal, de acordo com o disposto na alínea g) do nº 1 do artº 25º da Lei nº 75/2013 de 12 de Setembro.

(Sugestão: E porque todos aqueles que volta e meia vêem para aqui com denuncias e perguntas sem qualquer fundamento, não vão até á Assembleia colocar as questões que tanto os afligem?
Poupavam-me muito trabalho a separar o trigo do joio e a encher o caixote do lixo.
Lá sim é o local próprio.)

TÁ BEM DÊXA… NÓS POR CÁ TODOS BEM!

Segundo uma análise feita pelo jornal i ao Portal Base, o Estado português despendeu mais de quatro milhões de euros com contratualizações de serviços de consultoria e de assessoria, e isto só na passada semana. De fora destas contas ficam ainda as despesas com sistemas e tecnologias de informação.
“XOSTRA !!!”

Carlos Zorrinho, é perentório ao afirmar, numa entrevista publicada na edição desta segunda-feira do jornal i, que “vive-se hoje muito pior em Portugal do que há três anos”. O socialista observa ainda que “há um brilhozinho nos olhos do primeiro-ministro quando anuncia austeridade”.
TÁ CALADO TAMBEM TENS MUITAS CULPAS NO CARTÓRIO.
VAI LÁ PARA BRUXELAS QUE JÀ TENS A RECOMPENSA QUE QUERIAS!

Salários e pensões vão ficar de fora dos sacrifícios, garantiu Maria Luís Albuquerque.
$
A ministra das Finanças relembra que a dívida permanece e que os esforços continuarão a ser necessários.
AFINAL EM QUE FICAMOS? UMA NO CRAVO, OUTRA NA FERRADURA


                                                     
IDE-VOS PARA O INFERNO
ABRANDAR A VOSSA GULA
QUE SOBRE NÓS FOI ARMADA
PERCORREI OUTROS CAMINHOS
ONDE NÃO HAJA PÃO E VINHO
NEM RAMO NEM MANEIRA
NEM FOLHINHA DE OLIVEIRA
IDE-VOS MALDITOS PESTINHAS
CAMINHAI PARA BEM LONGE
ONDE NÃO HAJA PÃO NEM VINHO 
NEM RAMINHO DE FIGUEIRA
NEM NADA QUE O SENHOR QUEIRA.
SÃO PASSOS MALDITO
QUE NO INFERNO ESTÁ ESCRITO
COM RAMINHO DE ORTIGÕES
VAMOS PEDIR AO SENHOR
QUE LHE LAVE BEM O CUZINHO
E NOS LIVRE DESTA TORMENTA.

DIVULGAÇÃO

TEM INICIO AMANHÃ E TERMINA DIA 27

                                                                                   XXX


A CRÓNICA DE OPINIÃO DE HOJE TRANSMITIDA NA RÁDIO DIANA/FM

Transcrição da Cronica de Opinião diariamente transmitida na Diana/FM . http://www.dianafm.com

                           Livros e profissionais aprendizes

Terça, 22 Abril 2014 09:49
Amanhã comemora-se mais um dia mundial do livro e dos direitos de autor, data escolhida pela Unesco e que coincide com aniversários, de nascimento e morte, de vários autores de entre os quais os grandes Shakespeare e Cervantes.
Parece que este ano a figura estandarte da comemoração é a cinquentona Mafalda de Quino. Pacifista e contestatária, confesso que esta menina me ocupou larguíssimas horas da minha juventude e contribuiu em muito para que hoje tenha esta profissão de ensinar os livros e a sua leitura como um passo para se ler o mundo e o que nele acontece.
Não tenho como não ligar quase sempre a leitura ao trabalho de aprender, até porque quando abrimos um livro aprendemos sempre alguma coisa, nem que seja que não nos agradou. Nestes casos, estamos a aprender sobre os nossos próprios gostos e a encontrar os argumentos para justificar esse (des)gosto. Também é porque se aprende com os livros que ler dá mais trabalho do que aqueles que o fazem com um imenso prazer podem por vezes supor, não conseguindo pôr-se na pele dos que têm a leitura numa outra prioridade da vida.
Tenho essa imensa sorte de poder trabalhar com uma das atividades que mais me dá prazer fora das horas de trabalho e que é ler. E, acima de tudo, o privilégio de poder tentar contagiar os outros com este gosto. O Pessoa deu um conselho sobre esta ligação do trabalho e do gosto em tê-lo que diz assim: «Não é o trabalho, mas o saber trabalhar, que é o segredo do êxito no trabalho. Saber trabalhar quer dizer: não fazer um esforço inútil, persistir no esforço até ao fim, e saber reconstruir uma orientação quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada.» Será também por isto que quando se trabalha se deve estar sempre disponível para aprender.
À volta do livro há vários trabalhadores: autor, por vezes ilustrador que é também autor, editor, livreiro e, acho eu, também o leitor. O leitor recebe o trabalho dos outros na forma do livro e acrescenta-lhe o seu trabalho, ler, valorizando-o.
Aqueles e aquelas que gostam de ler e que tenham a oportunidade de o fazer quando querem, que gostam de falar sobre o que leem hão de sentir-se, como eu e outros que somos profissionais da leitura de livros, que nos tornamos todos aprendizes quando lemos um livro pela primeira vez, pelo menos. Quando ensinamos a ler os livros ou os discutimos entre leitores, estamos a lidar com objetos que nos chegam daqui de ao pé de nós e da nossa realidade, ou dali do outro lado do mundo de onde só temos notícia por outros. Estamos a ouvir falar de circunstâncias do agora ou do antigamente e por isso estamos a aprender com os livros uma forma de olhar para aqueles mundos metidos lá dentro, através da leitura. E é por isso que saber ler um livro é uma boa aprendizagem para sabermos ler o mundo, a vida real. Porque às pessoas em geral, como aos leitores, o que importa é a vida real. E os livros são mais um lugar de trabalho em que se preparam os leitores, cidadãos, para o mundo.
Boas leituras!

Cláudia Sosa Pereira

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                     A linha que nos separa

Terça, 22 Abril 2014 09:15
Existe uma tentativa concertada e populista que pretende passar a ideia de que todos os políticos são iguais, e que os eleitos e eleitas que nos representam na Assembleia da República defendem todos os mesmos interesses.
Pretendem passar esta ideia para que a maioria dos portugueses desinvistam na democracia e deixem, passivamente, governar aqueles que têm intenções que não passam pela salvaguarda dos interesses do povo, mas de elites económicas e de grupos de poder mais ou menos lícitos.
Mas há uma linha muito clara e definida que separa políticos honestos, competentes e que procuram defender os interesses dos portugueses, dos restantes.
Quem está atento à vida política e parlamentar consegue facilmente ver de que lado estão uns e de que lado estão os outros.
Um exemplo muito claro foi dado a semana passada. PCP e Bloco de Esquerda apresentaram projectos lei para tornar obrigatório o regime de exclusividade para os deputados da Assembleia da República.
Uma iniciativa que, numa democracia com eleitos que se regessem por princípios éticos e morais, seria unânime. No entanto, assim não foi.
Como podemos confiar num sistema político que permite que as deputadas e os deputados eleitos para representar os interesses dos cidadãos eleitores, possam, no exercício de funções profissionais, agir em nome de interesses económicos particulares, muitas vezes contra o interesse dos próprios representados?
Como confiar num sistema político que baseando-se num princípio de democracia representativa, permite que as deputadas e os deputados eleitos possam acumular as suas funções de eleito com muitas outras funções profissionais, prejudicando em tempo e em dedicação os seus eleitores?
De facto, e como a argumentação do projecto-lei do Bloco de Esquerda explicita “A existência de deputadas e deputados com ligações a interesses privados que podem beneficiar (direta ou indiretamente) de alterações legislativas, políticas fiscais, enquadramentos jurídicos favoráveis, etc., é um dos fatores que faz questionar a independência e a motivação dos eleitos. É, por isso, necessário formalizar novas regras que favoreçam não só o princípio da independência, como também o princípio da transparência.”
Obviamente que o regime de exclusividade não acabaria com a corrupção e com os favorecimentos ilícitos, mas seria um passo importante, e um sinal que a Assembleia da República daria para o enobrecimento da política e dos políticos.
Seria mais um passo para a tolerância zero à promiscuidade das ligações entre políticos aos grupos económicos.
PSD, CDS e PS votaram contra. E esta posição diz tudo…!
Há, de facto, uma linha que nos separa…
Até para a semana.

Bruno Martins

TALVEZ !

Segundo nos informaram fontes dignas de credito em breve vai ter                                              companhia



RESUMO DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

Hospital de Elvas continua a receber os doentes de Alandroal
Para esta decisão muito contribuiu a pressão exercida pelos autarcas de Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Estremoz, Monforte, Campo Maior e Elvas que desde o início se mostraram empenhados na defesa do HSL de Elvas e do direito dos doentes aos serviços de saúde. Neste momento os edis têm em curso um pedido de audiência ao secretário de Estado da Saúde e à presidente da Comissão do Grupo Parlamentar na área da Saúde, assim como a realização de um abaixo-assinado a ser entregue na Assembleia da República.

No ano de 2013 saíram das minas de Aljustrel, agora geridas pelo grupo português Almina – Minas do Alentejo, S.A., mais de 70 mil toneladas de concentrado de cobre.
Esta quantidade representa um aumento na produção face aos anos anteriores e superou as expectativas dos responsáveis pela empresa.

Uma sessão pública comemorativa do 40.º aniversário do 25 de Abril e do 38.º aniversário da Constituição da República Portuguesa está marcada para esta noite (21:00) no salão nobre da Câmara de Évora.

O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Alentejo diminuiu 11,4% em Março, face ao período homólogo.