quinta-feira, 17 de Abril de 2014

TEMPO DE AMASSAR OS BOLOS FINTOS

Foto: Maria A. Matos

CRONICA DE OPINIÃO DE HOJE TRANSMITIDA NA DIANA/FM

                                  O lado de lá

Quinta, 17 Abril 2014 08:48
O PCP apresentou ontem, pela quarta vez, um projecto de resolução pela renegociação da dívida pública e pela quarta vez o resultado foi o mesmo, tendo o PS, o PSD e o CDS votado contra a proposta que a bancada comunista apresentou.
A única diferença entre este projecto de resolução e os anteriores, é que este é apresentado após a divulgação de um manifesto subscrito por alguns supostos senadores da República reclamando a reestruturação da dívida pública.
Lembro as declarações de alguns militantes do PS quando durante mais de uma semana se discutiu o conteúdo do dito manifesto, acreditando que a direcção do seu partido acompanharia as propostas nele contidas.
Bastou a ida à Assembleia da República de uma proposta de resolução para se desfazer a ideia de que o PS teria mudado de lado e abandonado a troika interna passando-se para o lado da maioria dos portugueses.
Não foi assim, como se pode verificar pela votação mas em particular pela violência das intervenções contra a proposta do PCP.
Dir-me-ão que a proposta do PCP é diferente da constante do mediático manifesto. Concordo. A proposta da bancada comunista aponta para a necessidade de renegociação da dívida nos juros, prazos e montantes e aponta para um caminho de políticas de defesa e reforço da produção e do investimento, que permita o crescimento da economia e um eficaz combate ao desemprego.
Mas ainda assim existe uma base de convergência, cada vez mais alargada, de que a dívida pública é insustentável e que o caminho seguido até agora levará ao empobrecimento generalizado da maioria dos portugueses, sem a contrapartida de ver reduzida a dívida.
Parece que fora deste consenso alargado estão apenas os partidos que assinaram o memorando com a troika externa e o senhor de Belém, tão bem caracterizado por Alexandra Lucas Coelho na cerimónia em que recebeu o grande prémio de romance da APE.
A posição assumida hoje pelo PS na Assembleia da República faz-nos pensar que o significado da palavra mudança, que ornamenta agora os cartazes de pré campanha eleitoral, tem tanta correspondência com a realidade como a utilização da palavra irrevogável pelo ministro de estado do CDS.
A mudança que nos propõem parece ser o famoso salto da frigideira para o lume, depois de termos saltado do lume para a frigideira quando passámos do PS para o PSD/CDS.
Dizia-se no projecto apresentado pelo PCP: "Hoje, mais do que nunca a questão está em saber se se rompe com a política de direita, se se assume uma política patriótica e de esquerda que tenha como primeira e importante decisão a renegociação da dívida pública em benefício dos trabalhadores, do povo e do país, ou se se permite que o país continue a ser arrastado para o desastre."
A votação de ontem foi esclarecedora sobre de que lado se coloca o PS.

Até para a semana

Eduardo Luciano

DIVULGAÇÃO



NO ALENTEJO

Os Presidentes de Câmara do Alentejo Litoral subscreveram uma posição conjunta sobre o Novo Mapa Judiciário, na qual repudiam a reforma introduzida pela Leiº 49/2014, de 27 de março, recusando a continuada descapitalização do território e o abandono das populações e dos agentes económicos, que diariamente se esforçam por contribuir para o difícil processo de recuperação nacional.

Programa XIV Romaria a Cavalo Moita - Viana do Alentejo (2014)
Terça|22 de abril - Receção aos Romeiros| Pavilhão Municipal de Exposições - Moita
21h30 – Missa Vigília de Receção aos Romeiros| Paróquia de N.ª Sr.ª da Boa Viagem
22h00 – Grupo Coral “Vozes da Planície”
22h30 – Grupo de Sevilhanas SOLEDAD
Quarta |23 de abril 
Moita> Poceirão
08h00 – Concentração dos Romeiros| Terreno anexo ao Pavilhão Municipal de Exposições
09h00 – Bênção da Imagem Nª Sr.ª da Boa Viagem| Igreja Paroquial da Moita
09h30 – Partida da XIV Romaria a Cavalo Moita> Viana do Alentejo
- Início do 1º Percurso da Romaria: Moita> Poceirão
Chegada e pernoita no Poceirão: Animação Musical
Quinta|24 de abril 
09h00 – Início do 2º Percurso da Romaria: Poceirão > Casebres
Chegada e pernoita na Herdade da Bemposta| Casebres
- Animação Musical
Sexta|25 de abril 
09h00 – Início do 3º Percurso Casebres> Alcáçovas 
16h30 – Animação Grupo Coral e Instrumental "Ventos Alentejanos"| Jardim Público de Alcáçovas
21h00 – Entrega de lembranças aos Romeiros | Largo da Gamita
Animação (Org: Junta de Freguesia de Alcáçovas)
- Sevilhanas da Classe de Dança da Associação Cultural e Recreativa Alcaçovense
- Sevilhanas da Classe de Dança da Associação Equestre de Viana do Alentejo
- Espetáculo Musical Grupo de Flamenquito "Pringá"
- Baile com Edgar Baleizão
Sábado|26 de abril 
09h00 – Início do 4º Percurso da Romaria: Alcáçovas > Viana do Alentejo 
15h30 – Animação de Rua
- “Os Alentejanos” de Serpa |Largo 25 de abril
- Grupo de Sevilhanas “Las Palomas y Las Palomitas”| Praça da República
- Grupo de Sevilhanas da ACRAL| Largo S. Luís
- Desfile de Fanfarras (Mora, Vendas Novas e Viana do Alentejo)| Largo dos Bombeiros > Largo de S. Luís
17h00 – Abertura da Tenda Tradições (Gastronomia, Dança e Música) |Santuário N.ª Sr.ª D’Aires
17h30 – Chegada da Romaria a Cavalo a Viana do Alentejo| Acompanhada pelo Esquadrão da GNR a Cavalo 
18h30 – Cerimónia Religiosa/Acolhimento dos Romeiros a Cavalo |Largo de S. Luís
21h00 – Procissão em Honra de Nossa Sr.ª D’Aires pelas ruas da vila | Acompanhada pela Banda da S. U. A.
22h00 – Tenda Tradições (Gastronomia, Dança e Música)| Santuário N.ª Sr.ª D’Aires
- Espetáculo Musical Grupo de Flamenco “El Camino”
- Grupo de Sevilhanas “Siempre a Bailar” (Ass. dos Romeiros da Tradição Moitense)
- Entrega de lembranças |Entidades parceiras da Romaria
- Animação Musical “Los Romeros” 
Domingo|27 de abril
09h30 – Concentração dos Peregrinos e Romeiros no Largo de S. Luís em Viana do Alentejo
10h00 – Procissão com as Imagens de N.ª Sr.ª D’Aires e N.ª Srª da Boa Viagem | Igreja Matriz> Santuário de Nossa Sr.ª D’Aires | Acompanhada pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de VNT
11h30 – Missa Campal no Santuário de Nª Sr.ª D’Aires 
12h30 – Abertura da Tenda Tradições (Gastronomia, Dança e Música) | Santuário N.ª Sr.ª D’Aires
- Animação Musical “Rafa & Beltran” 
- Cante Alentejano
- Sevilhanas da Classe de Dança da Associação Equestre de Viana do Alentejo
O presidente da Câmara de Almodôvar está preocupado com as “evidentes fragilidades” do Centro de Saúde local devido ao número insuficiente de médicos que ali trabalham.
IMPRENSA DE HOJE




VASCULHAR O PASSADO - (Um reavivar de memórias uma vez por mês a cargo de Augusto Mesquita)

A Associação de Socorros Mútuos Montemorense 1.º de Maio foi fundada há 75 anos


 A história do mutualismo em Portugal, uma estratégia popular de sobrevivência, está intimamente ligada à história do movimento associativo, que brotou da Revolução Liberal Portuguesa, ocorrida no Porto em 24 de Agosto de 1820, que decretou uma Constituição, que eliminava as estruturas do absolutismo. As ideias liberais fizeram germinar por todo o país, diversas associações, nas quais se incluem as mutualistas.
            Os primeiros organismos mutualistas surgiram nos anos cinquenta do século XIX, com o objectivo de melhorar a situação das classes trabalhadoras. E, apesar de encarado com desconfiança, e até hostilidade, pelo patronato, e por sectores sociais conservadores, enraizou-se e espalhou-se gradualmente por todo o país. O mutualismo, abrangia especialmente, as modalidades de assistência médica e medicamentosa, mas algumas associações, dispunham de outras valências – cooperativas de consumo e de produção, caixas de crédito, e seguros de vida, entre outras.
             A actividade destas organizações caracteriza-se pela ausência de finalidades lucrativas.
            Num período em que os sistemas de protecção social obrigatórios eram apenas uma miragem, o mutualismo constituía praticamente a única resposta de auxílio, na área da assistência médica e medicamentosa.
            Em Portugal, as primeiras instituições que se intitularam como associações de socorros mútuos terão sido provavelmente a Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Bejenses, e a Associação de Socorros Mútuos das Classes Laboriosas (Porto), ambas criadas em 1856.
            Dois anos depois, a 16 de Setembro de 1858, foi criada em Montemor-o-Novo, a Associação de Beneficência Montemorense, cujos estatutos viriam a ser superiormente aprovados em 1860, e que abrangeu 130 associados. Tinha por objectivo prestar auxílio aos sócios e suas famílias em caso de doença, desemprego e morte do associado, e ainda quando o mesmo se sentisse incapacitado por razões de velhice (artigo 6.º dos Estatutos). Esta associação deu lugar em 30 de Março de 1867 à Associação Montemorense de Socorros Mútuos.
            Em 1876 existiam em Portugal 300 associações de socorros mútuos, com 70.000 associados.
            Apesar do abandono a que o movimento mutualista sempre foi votado pelos governantes, ele floresceu e alastrou por todo o país.
            No início do século XX surgiu na sede do concelho, uma outra instituição – a Associação de Socorros Mútuos da Classe Operária Montemorense 1.º de Maio de 1901. Nas freguesias, nasceu em Cabrela, a Associação de Socorros Mútuos Cabrelense, e em Vendas Novas, então freguesia do concelho de Montemor-o-Novo, foi constituída a Associação de Socorros Mútuos Vendasnovense.
            A finalidade das referidas quatro associações, era socorrer os sócios e familiares doentes, facultando-lhes assistência médica e medicamentosa. Os sócios tinham direito a 25% de desconto nos medicamentos, e a assistência médica gratuita, prestada na sede das agremiações, por um médico contratado.
            Em 17 de Abril de 1939, as duas instituições sediadas na Vila Notável fundiram-se, e deram lugar a uma associação da mesma natureza, que passou a denominar-se – Associação de Socorros Mútuos Montemorense 1.º de Maio, mais conhecida por “Associação Operária”.
            Pouco antes das 8,00 horas, daquela segunda-feira, as bandas de música do Círculo Montemorense e da Sociedade Carlista, percorrendo as principais ruas da vila, deram a primeira nota festiva e alegre do dia, lançando pelos espaço os acordes do Hino “1.º de Maio” – símbolo do Dia do Trabalhador.
            Às 10,00 horas, realizou-se no cemitério, pela Direcção da Nova Associação de Socorros Mútuos Montemorense 1.º de Maio, a romagem junto ao túmulo do saudoso benemérito e grande amigo da Associação, Joaquim José Faísca, que entre outras dádivas, ofereceu o edifico destinado à sede.
            Pelas 17,00 horas, iniciou-se, junto da Associação, o cortejo cívico, em que se incorporaram as duas bandas locais, uma representação da Banda Municipal do Redondo, Liga dos Combatentes da Grande Guerra, representantes do Montepio, Grupo União Sport e Bombeiros Voluntários.
            No numeroso cortejo – em que se queimaram algumas dezenas de foguetes e as duas músicas tocaram, alternadamente o “1.º de Maio” – figuravam os estandartes da Associação Operária, do Montepio, da Liga dos Combatentes, das duas Bandas locais, do Grupo União Sport e da Banda Municipal do Redondo.
            Findo o cortejo, que percorreu as principais ruas, efectuou-se a sessão solene na sede da Associação Operária, a qual foi presidida pelo Senhor Adolfo José Coelho da Silva e secretariada – a convite deste senhor – pelos presidentes das associações fusionadas, Senhores Custódio José Mareco e Torcato Gaspar Ferreira.
            Pelo escriturário da Associação Operária, Senhor António Samina Coelho, foram lidos alguns telegramas e cartas de saudação, dirigidos à nova Associação de Socorros Mútuos por várias entidades.
            Em seguida usaram da palavra com bastante brilho, evocando um pouco do passado sobre o que foram os primeiros passos dados para a fundação da Associação Operária, os nossos saudosos conterrâneos, Senhores José Gregório de Almeida, grande amigo da Associação e um dos seus impulsionadores desde a primeira hora, que apear de ausente em Lisboa não quis faltar ao acto da fusão das duas Associações e Leopoldo Nunes, redactor de “O Século”, que encontrando-se de visita à sua Terra Natal, ali foi associar-se aquela modesta festa de solidariedade humana.
            Ambos os oradores, depois de haverem historiado a vida cheia de sacrifícios e dificuldades passadas pelas duas Associações de há uns anos a esta parte, a ponto de se verem agora obrigadas a unir os seus destinos para não se perderem de todo, relembraram os nomes de alguns dedicados operários fundadores da Associação Operária e do Montepio. Por fim, demonstraram quanto de útil, tanto para o pobre, como para o remediado ou mesmo para o rico, era o Mutualismo.
            Terminados os seus discursos, a numerosa assistência ovacionou os dois oradores com bastantes palmas.
            Em seguida foi servido a todos os presentes, sandes, vinhos e bolos, o que serviu de pretexto para alguns vivas à nova Associação e a Montemor-o-Novo.
            E assim, acabou a simpática festa mutualista, que se por um lado registou o desaparecimento para sempre de duas velhas associações locais, sem possibilidades de existência, por outro, criou com a fusão, a nova Associação de Socorros Mútuos Montemorense 1.º de Maio.
            O frontispício da Associação, devidamente embandeirado e com algumas decorações, oferecia à noite, com a iluminação eléctrica, a cores, um aspecto de feérico efeito.
            A extraordinária janela da sua sede, na qual estão expostas as mais variadas ferramentas, foi construída na desaparecida oficina do Senhor Joaquim Manuel Soeiro.
            Com o aparecimento da Previdência Social obrigatória, em meados de 1962, as associações mutualistas viram a sua actividade relegada para posição secundária, ao contrário do que sucedeu noutros países da Europa, onde as associações foram chamadas a colaborar activamente com os esquemas oficiais.
            A esta situação não é estranha a política do Estado Novo claramente contrária ao direito de livre associação, razão pela qual, das mais de 400 associações mutualistas que existiam apenas resistiram algumas.
            Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração do 1.º de Maio era reprimida pela polícia. Mas, a instituição, todos os anos no 1.º de Maio, hasteava a bandeira na sua sede e lançava foguetes.
            Para fazer face às despesas, a instituição alugou nos finais da década de quarenta, o rés-do-chão da sua sede. Instalou-se um estabelecimento de venda de louça de barro, e uma carpintaria denominada “A Suta” (instrumento ajustável utilizado para medir e traçar ângulos), que deu origem à agência funerária com o mesmo nome.
            O surgimento em Março de 1977, do regime de previdência social obrigatório para os empresários em nome individual, foi o culminar de uma morte anunciada da Associação de Socorros Mútuos Montemorense 1.º de Maio.
            Não resistindo às imposições governamentais e à concorrência da Caixa de Previdência e da Casa do Povo, a Associação entraria em declínio a partir da década de 1960, desaparecendo definitivamente na década de 1980.
            Actualmente, e de acordo com a Direcção-Geral da Segurança Social, encontram-se registadas, 93 associações mutualistas. Destas, 2 localizam-se no Distrito de Évora – Legado do Caixeiro Alentejano e Legado do Operário de Évora.
            A população montemorense esteve sempre solidária com as mais diversas iniciativas, que visavam a angariação de fundos para a associação mutualista. Organizaram-se representações teatrais e variedades com artistas amadores e profissionais, no Rádio Cine e no Curvo Semedo, e espectáculos de folclore na Praça de Touros. Pelas feiras de Maio, Julho e Setembro, diversas jovens, percorriam as ruas da vila, distribuindo o logótipo da instituição, impresso em cartolina, em troca de uma moeda.
            No seu Salão Nobre, funcionou uma escola primária, a sede provisória dos Bombeiros Voluntários, e, quando o ciclone destruiu a sede da Sociedade Carlista, o salão da Travessa do Calvário foi cedido à popular colectividade montemorense.
            Já possuiu mais de 400 sócios, mas hoje, conta com pouco mais de duas dezenas de associados (no grupo dos quais eu me incluo), e que teimosamente, mantêm de pé (?), esta instituição mutualista.
            No dia 15 de Fevereiro último, os sócios reuniram-se na sede social em Assembleia Geral Extraordinária, na qual foram aprovadas propostas inseridas na Ordem de Trabalhos, entre elas, a alteração dos estatutos, conforme previsto no actual Código das Instituições Mutualistas.
           
Augusto Mesquita Abril 2014-04-13
 Publicado na Folha de Montemor e transcrito com a devida autorização do Autor

PÁGINA SEMANAL DEDICADA À TAUROMAQUIA

                                  CORRIDAS A LEVARA EFEITO NO FIM-DE-SEMANA




                                                            O NOSSO TOUREIRO

Com vista á preparação da temporada 2014 do cavaleiro praticante Rui Guerra, que se pretende seja a do reaparecimento desta jovem promessa do toureio a cavalo, informo que o mesmo se encontra há já 4 semanas em estágio com o cavaleiro Vítor Ribeiro.
Inicialmente nas instalações do cavaleiro Vítor Ribeiro o referido estágio continua agora na Herdade do jovem Rui Guerra situada na Mina do Bugalho, concelho do Alandroal.
É grande a expectativa e a ilusão para esta temporada tendo o mesmo já agendados compromissos importantes.

NÃO FALTE ! É HOJE


LEIA COM ATENÇÃO E DEPOIS COLABORE ASSINANDO

O Hospital de Santa Luzia de Elvas (HSLE), pela sua situação geográfica, é um hospital tampão que dificulta o recurso a Espanha por parte dos doentes com situação clínica urgente, poupando muitos recursos a Portugal.
Na realidade, é o único caso em toda a fronteira com Espanha que se encontra junto a uma cidade importante (Badajoz), com um hospital central universitário.
Se estiver amarrado à área de influência da ULSNA (Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano) tem grandes dificuldades de rentabilidade, uma vez que, para ser unidade hospitalar, tem que ter mínimos. A única forma de o tornar rentável é permitir a sua utilização por populações que dele necessitam, aliviando a pressão sobre o Hospital do Espírito Santo de Évora para a generalidade das situações de Medicina Interna, Cirurgia Geral e Ortopedia e reservando a utilização daquele hospital para situações que necessitem de outras especialidades ou recursos.
Só se torna aceitável do ponto de vista económico-financeiro se for utilizado para actividade programada. Para que tal seja possível importa manter a disponibilidade para concelhos da área do Distrito de Évora.
A deliberação do CA (Conselho de Administração) de não permitir o acesso ao Hospital de Elvas de doentes de fora da área, ou seja, dos doentes de Concelhos do Distrito de Évora limítrofes do Concelho de Elvas, está a colocar por completo em causa a sustentabilidade da instituição, pois retira-lhe valor e impede a negociação para compensação financeira para esta actividade; sem impedir a saída de doentes para outras unidades hospitalares, seja na região, noutras regiões ou mesmo noutro país.
Neste momento está a ser colocada em causa a realização de consultas via Telemedicina para os Concelhos de Alandroal, Borba e Vila Viçosa que estava a gerar mais de 20% da actividade cirúrgica do HSLE, seja em consulta, em MCDT ou em grandes cirurgias, com particular impacto em cirurgia de Ambulatório.
Se for apenas Urgência Básica sem especialidades, os recursos que já estão instalados estão subaproveitados e, como tal, mais dispendiosos.

Por outro lado, a pressão de doentes internados ou a ser atendidos em urgência no HDJMG (Hospital Dr. José Maria Grande, de Portalegre) iria aumentar exponencialmente exercendo uma pressão insustentável sobre uma instituição já sem capacidade, neste momento, para o atendimento dos doentes que atende (vide a taxa de ocupação absurda das instalações do serviço de Urgência daquele hospital, com doentes internados frequentemente mais de uma semana em maca em corredor).
Esse aumento de pressão já está a acontecer sobre o HESE (Hospital do Espírito Santo de Évora) com o aumento de transferência de doentes da sua área de influência, em respeito pela deliberação do CA (Conselho de Administração) da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano EPE (ULSNA).
A utilização do HSLE (Hospital de Santa Luzia de Elvas) como retaguarda do Hospital de Portalegre, como está a ser utilizado neste momento, aumenta os custos de atendimento de doentes que são afastados da sua área de residência, além de causar agravamento de custos para as populações que necessitam deslocar-se desnecessariamente.

O número de doentes atendidos no Serviço de Urgência do HSLE, com muito menos recursos, é semelhante ao HDJMG.
o No caso, por exemplo, de actividade cirúrgica urgente, o Bloco Operatório de Elvas está activo a preços de prevenção e não de presença física fora das horas de actividade programada.
o O Técnico de radiologia seria sempre indispensável perante a existência de Serviço de Urgência Básica e o Médico Radiologista é comum aos 2 hospitais, não aumentando assim os custos financeiros.
o Durante o período diurno, na maior parte dos dias, no Hospital de Elvas está a ser simultaneamente realizada actividade programada pelo serviço de imagiologia.

Só estão a ser transferidos do Hospital de Elvas para o HDJMG alguns casos mais graves de Pediatria, de Obstetrícia (poucos) de Psiquiatria (só durante dias úteis e durante parte do período diurno) e para cuidados intensivos, nas ocasiões em que existe disponibilidade de vaga. De referir que a urgência pediátrica e obstétrica daquele hospital tem recursos próprios independentes da urgência geral.
 Uma das grandes dificuldades que está a provocar constrangimentos no Hospital de Santa Luzia de Elvas é o facto de não existir uma Unidade de Cuidados Intermédios aberta apesar de já existirem os recursos para a mesma, fruto do planeamento e execução de anteriores (plural) Conselhos de Administração e de financiamento externo.

o A sua existência reduziria a necessidade de transferência de doentes críticos e reduziria esta necessidade a doentes que necessitem de outras especialidades ou Cuidados Intensivos.
o Está neste momento ocupada com doentes da área do HDJMG, longe das suas famílias, utilizando transportes para além do necessário e não utilizando os recursos técnicos de que dispõe.
o A sua abertura permitiria a existência de dois Internistas (ou um Intensivista e um Internista) melhorando as condições de urgência interna e externa e melhorava a idoneidade para manter o internato médico.

O encerramento eventual de valências no HSLE não garante que se desloquem para o HDJMG e certamente irá condicionar a sua deslocação para outras unidades do País ou do Estrangeiro.
Este Serviço de Urgência está classificado como SUB (Serviço de Urgência Básica), mas como está anexado a um Hospital, todos os clínicos rentabilizam as suas funções prestando serviço na urgência (S.U.) da SUB.
Assim, segundo a legislação que classifica os S.U., esta tem todos os requisitos, para ser uma SUMC (Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica) .

No ano de 2013 este S.U. (Serviço de Urgência do Hospital de Santa Luzia de Elvas) atendeu 30.299 doentes, o equivalente a uma média aproximada da 100 doentes dia, que geraram 1153 doentes internados em S.O. e transferidos para o internamento 3668 doentes, (de patologias referentes à medicina interna, cirurgia geral e ortopedia).
O S.U. tem 2 clínicos gerais 24/24 horas, e apoio das especialidades, da seguinte forma:
- Os especialistas de medicina interna, anestesia, cirurgia em presença física 24 horas, existe um segundo cirurgião de prevenção ao bloco operatório, de ortopedia está em presença física 12 horas diurnas, prevenção durante o período nocturno. As especialidades com internamento fazem a urgência interna, em sobreposição à externa sem aumento de custos para a ULSNA;
- Serviço de Observação, com quatro camas com monitorização e enfermeiro alocado, para doentes com instabilidade hemodinâmica;

- Bloco operatório aberto nas horas de funcionamento da actividade cirúrgica, ficando de prevenção no período nocturno, enfermeiros e pessoal auxiliar, poupando recursos;
- Laboratório de patologia clínica, 24/24 horas, com a possibilidade de executar todo o tipo de análises, com patologista clínico, de presença física nas horas diurnas e de prevenção até às 24 horas, e estando disponíveis sempre que seja necessário, sem custos se surgir alguma situação que o justifique das 00h/08;
- Serviço de Imunohemoterapia, com apoio de um Imunohemoterapeuta de prevenção aos dois hospitais 24/24 horas;
- Serviço de radiologia tem radiologista em presença física nas 12 horas diurnas e de prevenção nas nocturnas, estando um radiologista de prevenção no período nocturno para os dois hospitais; Está apetrechado com radiologia convencional, aparelho de TAC e ecografo, além de mamagrafo;
- Temos apoio da SIV INEM com a base no nosso S.U. para efectuar, os transportes secundários inter- hospitalares, para as unidades até 100km de distância;
- Temos o serviço informatizado, utilizando o sistema de triagem de Manchester, feito por enfermeiro.
- Registo clínico médico e de enfermagem, e feito no sistema ALERT Edis- 

Auditoria efectuada pela Ordem dos Médicos, já em 2014, mostrou a sua estranheza pela qualificação deste serviço, dado a sua estruturação, e excelente desempenho:
• De notar ainda que HSLE possui, a nível académico:
• Actividade formativa: temos idoneidade formativa conferida pela Ordem dos Médicos para internato de Medicina Interna e de Cirurgia Geral, e de Medicina Geral e Familiar, Internado do Ano Comum.
• Através dum protocolo em 2004, entre esta unidade hospitalar e a Faculdade de Medicina de Badajoz, os especialistas deste hospital, têm equiparação a assistentes eventuais, para as cadeiras de patologia médica, patologia cirúrgica e ortopédica, e por isso, os alunos do 4º, 5º, 6º  anos, podem optar por fazer aqui as aulas práticas daquelas áreas, o que acontece desde a assinatura do protocolo.

Em Suma:
A existência de um hospital com Serviço de Urgência em Elvas tem razões históricas e políticas decorrendo da sua localização geográfica.
É uma unidade hospitalar cuja área de atracção foi posta em causa com o desenho geográfico da ULSNA e que, historicamente, tem uma articulação natural com o Hospital de Évora e não com o de Portalegre. Apesar disso mantém consultas organizadas via Telemedicina com 3 concelhos do Distrito de Évora e tem dado importante resposta clínica para um grande número de situações sem necessidade de aumento de recursos e rentabilizando os existentes.
Se impedida de atender a população que necessita dos seus cuidados, em nome de uma distribuição geográfica que não respeita as necessidades das populações, torna-se demasiado cara e disfuncional, o que supõe a sua morte anunciada.
A redução da oferta de valências à população, em situação de urgência, aumentará:
• Os custos com o transporte de doentes;
• O custo da utilização de outras unidades hospitalares, algumas já sem capacidade real para corresponder com o mínimo de humanização à actual procura (vide HDJMG);
• Os custos com o recurso a actos médicos em Espanha, eventualmente os mais caros.
A utilização do HSLE como extensão do HDJMG não resolve os problemas daquela unidade hospitalar e aumenta os custos sociais e financeiros.
A eventual abertura da Unidade de Cuidados Intermédios do HSLE já construída e equipada poderia aumentar exponencialmente a rentabilidade clínica do HSLE reduzindo a necessidade de transferência de doentes críticos e a escassez de recursos de cuidados intensivos, actualmente a ser utilizados para situações menos graves.
A população nunca perceberá que, à luz das actuais normas europeias possam escolher ser tratados noutro país pertencente à União Europeia, e não possam decidir recorrer a outro hospital no seu próprio país detentor dos recursos necessários (o HSLE).
Os principais factores que impedem o HSLE de cumprir a sua missão natural e de rentabilizar os seus recursos, eventualmente com protocolos de articulação, não só com o HDJMG mas também com o HESE, são a actual dependência do HDJMG (que tem as suas próprias disfunções) e estar amarrado a classificação estanque como SUB (Serviço de Urgência Básica), sendo excepcionado por despachos ministeriais (efémeros no tempo) e não por atribuição de classificação condizente com a sua real missão.

Por tudo isto,
Os abaixo-assinados pedem aos órgãos de soberania e em particular a Sua Excelência a Senhora Presidente da Assembleia da República que:
1 - O Serviço de Urgência do Hospital de Santa Luzia de Elvas seja reclassificado de Urgência Básica para Urgência Médico-Cirúrgica;
2 – Os doentes dos concelhos limítrofes do Concelho de Elvas (Alandroal, Borba, Campo Maior, Estremoz, Monforte e Vila Viçosa), e outros, incluindo, portanto, também concelhos do Distrito de Évora, tenham a liberdade de poder escolher fazer as suas consultas, realizar os seus exames complementares de diagnóstico e receber todos os tratamentos e internamento no Hospital da Santa Luzia de Elvas;
3- Que o Hospital da Santa Luzia de Elvas mantenha todas as suas valências médicas a funcionar em pleno.




quarta-feira, 16 de Abril de 2014

PALAVRAS PARA QUÊ ?


O tribunal decretou hoje a libertação de Duarte Lima, que se encontrava em prisão domiciliária, por considerar que o perigo de fuga está diminuído, disse à Lusa o advogado do arguido.
                                                                            XX

Quatro meses depois da tragédia no Meco, os familiares e amigos quiseram homenagear as vítimas e estiveram presentes na praia onde tudo aconteceu. Segundo o Diário de Notícias, a mãe de Tiago Campos, uma das vítimas, e dois surfistas, foram identificados por contrariarem as ordens da polícia e lançarem uma coroa de flores ao mar.

RECORDAR !

Já lá vão 16 anos.
Precisamente em Abril de 1998 no mensário “Boa Nova” o Manuel Varandas, na rubrica «Como Vai o Desporto no Alandroal» escrevia e documentava:

    ATLETAS DO ALANDROAL SÃO OS MELHORES DO DISTRITO

Relatava que no mes de Fevereiro a Associação de Atletismo de Évora, em cerimónia anual distinguia os melhores atletas da época de 1997
Cinco Atletas representando os Bombeiros Voluntários do Alandroal, foram contemplados com 5 distinções, de entre 13 atribuídas, sendo ainda a Equipa dos B.V-A. a mais representativa em número de praticantes.
Dava-nos então conhecimento dos Atletas distinguidos, assim como do escalão onde se inseriam:
Sónia Germano, em Infantis femininos
Hugo Cotovio, em Infantis Masculinos
Elsa Pimentão, em Iniciados Femininos
Bruno Pires, em Iniciados Masculinos.

António Nabais, Técnico da Equipa dos Bombeiros Voluntários do Alandroal, recebeu a distinção de Técnico do ano.
Aqui fica, para recordar a fotografia dos premiados:




DOCUMENTO RARO

No dia 28 de Março de 2014, no Coliseu dos Recreios completamente cheio e numa organização da Casa da Imprensa recordou-se e reeditou-se aquele que foi o primeiro Encontro da Musica Portuguesa.
Estiveram presentes e actuaram:
Filipa Pais – João Afonso – Júlio Pereira – Janita Salomé – José Fanha – Carlos Alberto Moniz – Amélia Muge -  António Portanet -  Couple Coffee – Francisco Fanhais – Luísa Amaro – Gonçalo Lopes – Sérgio Godinho – Zeca Medeiros.

O que foi o primeiro Encontro de Musica Portuguesa:
Um encontro/espectáculo de músicos de intervenção, contestatários do regime vigente, e que contou com nomes como:
José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Carlos Ary dos Santos, Carlos Paredes, Vitorino, Fernando Alvim, Fernando Tordo, José Jorge Letria, José Barata Moura, Intróito, Manuel José Soares, e muitos outros.
O mesmo realizou-se no Coliseu dos Recreios, esgotado, a 29 de Março de 1974 ( há 40 anos e a pouco mais de um mês da Revolução de Abril).
Como decorreu:
A poucas horas do inicio, a organização (Casa da Imprensa) ainda não tinha qualquer autorização para a realização do mesmo, que apenas chegou em cima da hora e impondo como condição que musicas de Zeca Afonso como “Venham mais Cinco – Menina dos Olhos Tristes -  a Morte Saiu à Rua” não fossem interpretadas..
O espectáculo foi na altura considerado como um acto de resistência à ditadura e contou com um dispositivo policial anormal para vigiar as cerca de 5.000 pessoas presentes.


Alem do dispositivo policial, não faltou a forte presença dos homens da PIDE, e da Brigada  Fiscal da Secretaria do Estado da Informação e Turismo.
 É o relatório elaborado pelos mencionados fiscais, documento raro cujo original se encontra  na Torre do Tombo que aqui lhe deixamos cópia:
Uma duvida me assalta: Teriam os Senhores Fiscais recebido os 18$50 dos transportes?

PÁGINA DEDICADA AO POETA “VERSOS DIVERSOS”

Poeta que em comentários aqui colocados dá azo à sua veia de Poeta consagrado.

A propósito da divulgação dos poemas premiados no II concurso de Poetas Populares

Discutir a Poesia…
Como eu gosto de poesia…
E é do que se trata aqui!
Assim que aqui cheguei vi
Que muita gente a discutia!...
Ao tempo que não me exibia…
Eu sou uma autoridade,
Em poemas, na verdade,
Tenho um curso superior!
De poesia, sou doutor,
Estudei na Universidade!

Meus bons amigos, Senhores,
Ciente do vosso interesse,
Achei bem que vos descrevesse
Da poesia os valores!
Não se trata de favores,
Nada têm que retribuir…
A minha mulher está-se a rir,
Com cara de maldisposta.
Ela de poesia não gosta,
E obriga-me a desistir...

Eu nunca posso falar nada
De poesia com ela!
Se for da telenovela…
Fica logo entusiasmada.
Ela anda obcecada
Com aquelas aldrabices!
E eu essas tagarelices
Cá p’ra mim são um castigo.
Mesmo que queira não consigo
Olhar p’ra essas tolices…

Ela agora abalou!
Uma boa oportunidade
P’ra falar de poesia à vontade!
Mas quem é que me chamou?...
É o meu filho que chegou:
Quer o computador p’ra jogar…
Tenho que lho entregar,
Senão quem é que o atura?!...
Falo dos poemas, noutra altura:
Os poemas, têm esperar…

De: Versos Diversos
A propósito da divulgação “estendal de poesia” – iniciativa de exposição de poemas pelos alunos das escolas do Concelho do Alandroal.
Como as Crianças Constroem o seu Mundo.

As crianças, que imaginação!...
Conseguem, mesmo acordadas,
Pôr se a sonhar com fadas
Ignorando que é ficção…
E a fada, com a sua mão,
Para a criança reforma,
Em tudo as cores e a forma.
E ao sabor da fantasia…
Vive no mundo que ela queria,
E só assim se conforma!...

No seu mundo cor de rosa,
Implantou a alegria…
E reinventou a poesia,
De forma maravilhosa!...
Uma ideia luminosa
Que podíamos copiar,
P’ra podermos melhorar 
Este mundo sem esperança…
Que bom seria, ser criança,
Para voltar, a sonhar!...

De: Versos Diversos

CRONICA DE OPINIÃO HOJE TRANSMITIDA NA DIANA/FM


OIÇA AQUI A CRÓNICA DE HOJE DA AUTORIA DE SILVINO ALHINHO DENOMIDA “GALÔES DE ABRIL”

SÍNTESE DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

A Câmara de Beja vai propor a classificação do centro histórico da cidade como conjunto de interesse público, no âmbito de um projecto para valorizar e dinamizar a zona.

A Câmara de Évora e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) assinaram ontem o Acordo Coletivo de Entidade Empregadora Pública.
Com a assinatura do ACEEP, o município de Évora vai continuar a praticar as 35 horas semanais de trabalho.

O Município de Borba e o STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, assinaram um ACEEP – Acordo Coletivo de Entidade Empregadora Pública.
autarquia refere que o documento define a manutenção do período de trabalho de 35 horas semanais e 7 horas diárias, entre outras matérias, por não configurar “qualquer prejuízo para a prestação de serviços públicos ou para a salvaguarda do interesse público. 

Esta semana tem lugar em Montemor-o-Novo um conjunto de celebrações religiosas alusivas à Páscoa. Amanhã, quinta-feira santa, tem lugar a celebração da Ceia do Senhor e Lava-Pés na Igreja de S. João de Deus, às 19h. Sexta-feira realiza-se a Oração de Laudes na Igreja do Hospital às 10h. Às 15h tem lugar na Igreja Matriz a Celebração da Paixão do Senhor. As cerimónias de sexta-feira santa terminam às 21h, com a Procissão do Enterro do Senhor, da Igreja do Calvário para a Igreja Matriz. Sábado santo começa com a Oração de Laudes, ás 10h na Igreja do Hospital. À noite, a partir das 21h, tem lugar a Vigília Pascal e a administração do Baptismo às crianças da catequese. No domingo de Páscoa realiza-se Missa da Ressurreição do Senhor nas Igrejas da Paróquia, no horário habitual.

terça-feira, 15 de Abril de 2014

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM

                                  O ovo

Terça, 15 Abril 2014 09:41
É Páscoa, semana santa, vou falar de ovos. Podia falar de coelhos, mas não me apetece, o bicho anda com más conotações, coitado; podia falar de folares, mas o que os torna desta época é o ovo que os acatita; podia falar de cabrito ou borrego, mas de sacrifícios andamos todos “por aqui”; e podia falar de amêndoas mas, lá está, caímos no ovo que é do que elas se mascaram nesta quadra.
Podem supor, como eu supus, o quão difícil seria encontrar uma frase ou pensamento de autor, mais ou menos erudito, em torno de ovos, mas nem por isso. A grande maioria relaciona-o, ao ovo, ao tempo que há-de vir, ao futuro, à paciência, entre outros conceitos mais ou menos inusitados. É que me apetecia mesmo falar de como os ovos são ou uma espécie de caixinha de surpresas, normalmente boas, ou, no extremo oposto, uma terrível caixa de pandora. Que deles saem fofos pintainhos ou patinhos ou passarinhos, enfim bichos de penugem que deixam qualquer um mais lamechas. Como saem répteis que logo evocam bestiários do mal, mais imaginados e simbólicos do que reais. Como saem espécies que são chocadas por outras espécies, como os do cuco, que para os pôr, lá tem que ser, perpetuar a espécie e manter a linhagem, mas para os chocar, que é o que dá trabalho e moengas, espera aí que tenho mais que fazer… Como há, ainda, os ovos que sendo podres cheiram logo mal e se denunciam quando se partem, e os outros, de que é mais frequente encontrarmos vítimas o que me leva a pensar que são por isso os mais perigosos, que aparentemente de bom estado albergam a maldita e quiçá mortífera salmonela.
Afinal, eu queria falar do ovo e parece que acabei a falar da espécie humana que também lá tem, no fundo, no fundo, o ovo como génese. Isto está tudo ligado e por isso é que é em torno de histórias que se explica a religião, que religa tudo, e voltamos à Páscoa que está ligada ao Natal, como o nascimento está ligado à morte, e encontrar linhas, que são as histórias, que unam estes pontos é ir mostrando o caminho.
Oscilei, por tudo isto, entre uma citação de Andersen, um autor por quem tenho um afeto muito especial, e que a propósito do Patinho Feio, claro, dizia que «nascer numa quinta de patos não fazia mal, desde que não se saísse de um ovo de cisne»; ou outra de um autor com quem convivo bastante, C.S. Lewis das Crónicas de Nárnia que dizia que «pode ser difícil para um ovo transformar-se num pássaro: seria uma visão divertida, e mais difícil para o pássaro, aprender a voar permanecendo um ovo. No tempo presente, somos como o ovo. E não se pode continuar indefinidamente a ser apenas um ovo comum, decente. Deve-se ser chocado e eclodir ou apodrecemos.»
Ora, afinal, estes dois autores de chamada literatura infanto-juvenil sabiam bem que isto de embalar as crias ao som de bons avisos e princípios, como os que estão nas entrelinhas das boas histórias e sem necessidade de grandes lições de moral a rematar, é meio caminho andado para que saibamos que o que de um ovo saia, retirada a casca, ou é o que se espera ou é uma surpresa para a qual devemos estar alerta.
Boa Páscoa e até para a semana.
Cláudia Sousa Pereira

A PROPÓSITO DA ELABORAÇÃO DAS CONTAS DE GERENCIA A APRESENTAR BREVEMENTE, MARIANA CHILRA, PRESIDENTE DA C.M.A. CONCEDEU ENTREVISTA À RÁDIO CAMPANÁRIO.


“Sabemos que não conseguimos controlar as contas da câmara no mandato, muito menos em 6 meses ou 1 ano”, assevera a autarca alandroalense, Mariana Chilra. 

Leia e oiça AQUI

COM INTERESSE PARA OS HABITANTES DO CONCELHO DO ALANDROAL

                    HOSPITAL DE ELVAS VOLTA A RECEBER UTENTES DE ÉVORA E CONCELHOS                                                                          LIMITROFES


VEJA NOTÍCIA E FOTOS AQUI 

DIVULGAÇÃO



COM INTERESSE PARA AS MULHERES HABITANTES NO ALANDROAL

                                       Rastreio de cancro da mama no Alandroal 

A Liga Portuguesa Contra o Cancro promove,  até ao dia 21 de abril de 2014, na freguesia de Alandroal, rastreio gratuito do cancro da mama e lança o apelo à participação da população feminina, com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos. A unidade móvel encontra-se estacionada junto ao Centro de Saúde Alandroal. O serviço gratuito de exame  mamográfico digital está disponível de segunda a quinta-feira das 9 às 13 hora e das 14 horas às 17h30. Às sextas-feiras o horário é das 9 às 13 horas.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS



RESUMO DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

O Hospital de Santa Luzia vai continuar a prestar a mesma assistência à população do distrito de Portalegre e de alguns concelhos do distrito de Évora. Esta é a principal conclusão da reunião de ontem, dia 14 de Abril, em Campo Maior, que juntou sete municípios do distrito de Portalegre e Évora, nomeadamente Alandroal, Borba, Campo Maior, Elvas, Estremoz, Monforte e Vila  Viçosa.

A EDIA lançou dois novos volumes da segunda série da colecção “Memórias de Odiana”, publicação centrada nos trabalhos arqueológicos na zona de influência da albufeira.

A deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca, a candidata ao Parlamento Europeu Maria Helena Figueiredo e a Comissão Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda reuniram ontem com delegados sindicais e trabalhadores da fábrica de Évora da KEMET Electronics.





E DAÍ…TALVEZ QUEM SABE!

Numa terra de Poetas num blogue de divulgação de Poetas, é meu dever dar a conhecer o Concurso


E daí…talvez quem sabe, se não é mais uma porta aberta!


O HABITUAL POEMA ILUSTRADO DA LISETTE