quarta-feira, 1 de julho de 2015

GASTRONOMIA - ALANDROAL

Na sequência do que já vem sendo habitual durante o presente ano, a Autarquia do Alandroal em parceria com os Restaurantes do Concelho promove em cada mês um “prato”, elaborado com produtos típicos da região.
Assim durante o presente mês de Julho pode encontrar nos Restaurantes aderentes pratos confecionados à base de Galinha do Campo.
Bom proveito!



O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL – A habitual rubrica a cargo do Tói da Dadinha




« EM JULHO, CEIFO O TRIGO E O DEBULHO, E EM O VENTO SOPRANDO O VOU LIMPANDO »


                                               AGRICULTURA – HORTA – JARDINAGEM

AGRICULTURA – Mês de ceifa e debulha dos cereais.

HORTA – Semear agrião, alface, cenoura, feijão de trepar, nabo, rabanete, repolho, salsa e as couves de Bruxelas. Semear feijão verde e alfaces (para antes dos primeiros frios de Inverno), nabo e couves tardias. Colher alface, alho, beterraba roxa, beringela, cebola, cenoura, couves, espinafre de Verão, feijão e tomate. Terminar a colheita da batata temporã e começar a destinada a semente. Cavar as terras dos canteiros. Roçar mato para estrume. REGAR AO AMANHECER OU ENTARDECER. No Crescente (dia 24) cobrir as cepas.

JARDIM – Semear amores-perfeitos, calêndulas, cinerárias, etc., e as plantas bienais e vivazes de germinação lenta, para transplante no Outono. Colher as primeiras sementes.


Despeço-me com amizade

Tói da Dadinha


CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                                                     A Grécia aqui tão perto

Quarta, 01 Julho 2015
O eurogrupo e o governo grego não conseguiram chegar a uma solução que permitisse encontrar um caminho que os conduzisse a um acordo. O certo é que a Grécia precisa do dinheiro do BCE e do Fundo Monetário Internacional para funcionar, sem o qual não poderá pagar salários, pensões e dívida.
Todavia, os credores receiam em deixar cair a Grécia em incumprimento pelo facto de esta solução poder significar uma situação de contágio para as economias mais dependentes da zona euro. A confirmar-se, este quadro, constituiria necessariamente, uma dificuldade acrescida para estas economias. Entras quais, se encontra a portuguesa.
Embora uma parte substancial e significativa do povo grego ainda sofra com os planos de ajustamento adotados pela TROIKA. Não é menos verdade que o descontrolo das contas públicas tem sido a regra e não a exceção. Pelo que, não se pode deixar de assacar as responsabilidades maiores aos Gregos, pela situação dramática em que vivem, do ponto de vista financeiro, económico, e sobretudo, social.
Na verdade, é do conhecimento público os inúmeros desmandos executados pelos governos liderados pelo partido socialista grego – PASOK - e pela Nova Democracia. Estes dois partidos lideraram a Grécia nos últimos anos. A este propósito, todos se recordarão que, muitas profissões para efeitos de reforma, foram consideradas de desgaste rápido. A de cabeleiro foi uma delas..
Contudo, um acordo entre os credores institucionais e a Grécia será fundamental para que a zona euro se mantenha sem sobressaltos de maior e as várias economias que a constituem continuem a beneficiar de uma moeda forte para assim poderem crescer num quadro em que a economia é cada vez mais globalizada.
Por último, é de salientar de forma muito positiva o trabalho realizado pelo governo português no que concerne à emissão de dívida para além do necessário. Esta decisão permite que o país esteja melhor dotado do ponto de vista financeiro para poder fazer face às instabilidades de que os mercados financeiros possam vir a passar.
Governar um país, vai muito para lá da gestão corrente das várias administrações que constituem o Estado. Consiste, sobretudo, em antecipar o futuro. Foi neste particular, que, mormente, o último governo liderado pelo partido socialista falhou redondamente. Resta saber se por irresponsabilidade ou por incompetência. Porém, qualquer das duas causas, são-no, politicamente, inadmissíveis. Pelo menos para mim.

José Policarpo

BOLETIM INFORMATIVO DA C.M.A. - MÊS DE JULHO


DIVULGAÇÃO – VILA VIÇOSA


Irá realizar-se amanhã (dia 2 de Julho) depois da inauguração da exposição "De D. João IV a D. Manuel II - As comunicações no tempo dos Duques de Bragança 1640-1910", um concerto com os alunos do Conservatório Regional de Évora EBORAE MVSICA. 
 Este evento terá início na Capela do Paço Ducal às 18 horas. 
 A entrada é gratuita!



DUQUES E CENAS - Rubrica de J.L.N.



                          Araújo, João Araújo
Fala-se muito de José Sócrates mas não se dá importância a um dos advogados de defesa que tem dado a cara pelo acusado e que tem dado também mostras de uma enorme falta de ética e correcção, tanto em relação ao seu constituinte como perante os jornalistas que procuram relatar as ocorrências sempre que tais se justifiquem. João Araújo tem mostrado um profundo desprezo pelos profissionais da comunicação com respostas e remoques que ficam a dever muitíssimo à civilidade, à cortesia e ao respeito. Para não falar nas suas reacções às decisões do juiz e do procurador que, certas ou erradas, mereciam referências sem o show-off a que Araújo já nos habituou. 
Se Sócrates (quer seja ou não culpado das acusações) tem sido um mau exemplo para o país, a sua defesa, com ou sem razão, não o tem sido menos. Se eu fosse um advogado acabadinho de sair do exame da Ordem, iria apagar da memória o que aquele sénior nos tem ensinado nos tempos mais recentes.
João Luís NaboIn "O Montemorense", Junho, 2015



terça-feira, 30 de junho de 2015

FESTIVAL TERRAS DO ENDOVÉLICO ALANDROAL 2015

A Camara Municipal do Alandroal vai realizar a edição de 2015 do “Festival Terras do Endovélico”, de 10 a 19 de Julho. Centrado na promoção do legado histórico e arqueológico do concelho, nomeadamente em torno de Endovélico, deus pagão, com grande culto durante o Período Romano na região. O evento apresenta nos primeiros dias do programa, 10 e 11 de julho, uma componente de várias áreas artísticas, musica, cinema, exposição e teatro. No segundo fim-de-semana, foca essencialmente a investigação científica com a realização do congresso “Património Cultural e Desenvolvimento - Entre o material e o imaterial”, nos dias 18 e 19. Nas atividades lúdicas, como forma de conhecer melhor o património arqueológico, haverá passeios pedestres, e ainda a “celebração de culto e devoção a Endovélico”, recriando o quotidiano religioso em época romana.
Assim, encarrega-me a Sra. Presidente da Câmara de enviar a V. Exa. o convite em anexo, informando desde já que muito nos honraria com a vossa presença.
Com os melhores cumprimentos



Ana Coelho
GAP


Festival Terras do Endovélico - Alandroal 10 a 19 julho 2015
Posted by Câmara Municipal de Alandroal on Segunda-feira, 29 de Junho de 2015

A BANDA DO CENTRO CULTURAL DO ALANDROAL FAZ HOJE ANOS.

Continua a ser um orgulho para quem cá longe, muitas vezes “mata saudades” escutando-a.


                           Parabéns

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM

                                           Cláudia Sousa Pereira - SOS

Terça, 30 Junho 2015
As siglas são cada vez mais usadas quer no discurso oral, quer no escrito. E saindo sobretudo de campos específicos em que poderiam ser consideradas um jargão próprio de uma actividade, invadem o mundo do discurso corrente.
Umas vezes usadas por quem até já nem consegue com precisão desenvolver a sigla e refazer as palavras que lhe deram origem, outras parece que usadas de forma que até nem se entenda muito bem o que querem dizer. Também é verdade que o uso corrente, popular e familiar que fazemos de uma língua vai transportando para a norma, ou pelo menos para uma aceitação tolerante, erros que se cometem face a uma regra por inerência rígida, precisa e com uma história que a explica. A palavra ou conjunto de letras que vos trago hoje, após uma semana de desgraça provocada pelo terrorismo e de crise política pela situação extrema da Grécia, parece estar a propósito, e confundir-se com uma sigla: SOS.
SOS é um código, universal, de socorro, uma mensagem rápida e facilmente entendida para alertar quando se está em situação de perigo de vida e se necessita de auxílio rápido. Mas as letras SOS não significam mais nada para além disso.
Muitas vezes “explicada” como sendo uma sigla de expressões como Save Our Ship ("Salvem nosso navio", em inglês), ou mesmo Save Our Souls ("Salvem as nossas almas"), essas relações, até metafóricas, só foram criadas para ajudar as pessoas a lembrarem-se das letras do código. Não resultando de nenhuma expressão e tratando-se de um grupo de letras que não significam absolutamente nada, o código em si é inconfundível. O sinal foi criado no início da Era da Radiotelegrafia, em 1906, quando as comunicações eram feitas principalmente por código Morse, e o SOS era o conjunto de letras mais fácil de reproduzir e menos difícil de confundir.
Antes de surgir o SOS, o código de alerta usado era o CQD, que também não possuía nenhum significado e foi escolhido por ser formado por letras que juntas não dariam margem para qualquer outro tipo de interpretação. Porém, escrever CQD em código Morse não era nada prático. O SOS só foi oficializado em 1908, mas era comum utilizarem-se os dois códigos. Em 1912, por exemplo, quando o Titanic afundou foram emitidos sinais de socorro em SOS e CQD. Valeu-lhes de pouco…
De qualquer modo, mesmo se o código Morse já está em desuso desde 1999, ano em que o sistema de comunicações marítimas terá deixado de ser oficialmente esse, o SOS continua aí. Usado com mais ou menos frequência por e para situações de maior ou menor perigo, a sua banalização ou utilização com propriedade e rigor vai, algumas vezes e cada vez mais, dependendo também da maior ou menor capacidade de os cidadãos se organizarem e conseguirem chamar a atenção de quem possa e queira ajudar às situações de real emergência ou urgência. Longe vão os tempos do Morse ou das mensagens em garrafas, mas persistem os perigos que, directa ou indirectamente, a Humanidade, ou parte dela, continua a infligir a si própria.

Cláudia Sousa Preira

INICIATIVAS CULTURAIS DA C.M.A:



É A MINHA OPINIÃO (vale o que vale...)

     Os circos com animais vão ser proibidos no concelho de Évora.
A decisão consta numa recomendação, proposta pela PS e aprovada pela Assembleia Municipal de Évora (AME), que vai ser acatada pela câmara.
A garantia é do vereador João Rodrigues, que tem o pelouro dos serviços veterinários.
“A câmara, como sempre, vai acatar todas as deliberações da assembleia municipal. Iremos analisar toda a situação e, em devido tempo, será feita uma proposta de acordo com a petição”, disse.
O vereador referiu que “ainda não tem nenhum dado concreto sobre qual vai ser a metodologia de trabalho” para alterar as normas regulamentares.
A recomendação dos socialistas foi aprovada, por maioria, na mais recente reunião da assembleia municipal, com 15 votos favoráveis (PS, BE e PSD), 14 votos contra (CDU e PSD) e quatro abstenções (CDU e PSD).
A proposta do PS surgiu na sequência da discussão da petição “Fim dos circos com animais em Évora”, que um grupo de cidadãos entregou na AME.
A recomendação pede à câmara que, no prazo máximo de seis meses, aprove e submeta à AME as normas regulamentares que permitam responder aos anseios contidos na petição, sem prejuízo do estabelecimento de um período de transição que considere adequado para permitir aos agentes económicos envolvidos adaptar-se a esta nova realidade.


INFORMAÇÃO


Alandroal - Café Concerto



É hoje o ultimo dia para efectuar o pagamento das equipas e reservar o pólo alusivo ao evento
Confirme a sua presença. 

MEMÓRIAS CURTAS - Rubrica do Prof Vitor Guita

As suspeitas de corrupção que caiem sobre as elites da indústria futebolística mundial fizeram tilintar algumas campainhas da nossa memória e levaram-nos a recordar outros tempos em que o mundo do futebol se afigurava mais genuíno, salutar, bem distante da actual loucura dos mercados.
A propósito, veio-me à lembrança aquela célebre equipa do Sport Lisboa e Benfica, apenas composta por jogadores nacionais e que conquistou, pela primeira vez, a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Muitos dos estimados leitores lembrar-se-ão, por certo, de nomes como Costa Pereira, Mário João, Ângelo, Neto, Germano, Cruz, José Augusto, Santana, Águas, Coluna, Cavém.
Com toda a propriedade, era possível afirmar que se tratou, até àquela data, da maior vitória do futebol português.
A recente conquista da Champions League pela equipa do Barcelona veio reforçar ainda mais a vontade que sentimos de recuar até 1961, já que foi precisamente contra a equipa do Barça que, nesse ano já distante, o Benfica conquistou o primeiro título de campeão europeu.
Se o espelho retrovisor da nossa memória não nos atraiçoa, a emocionante final disputou-se em Berna, no Estádio Wankdorf , perante cerca de 35 mil espectadores, com os espanhóis em larga maioria .
Como é que isto está tão presente? – Interroga-se o leitor. Há episódios que permanecem indelevelmente gravados na nossa lembrança. Em 1961, tínhamos 12 anos de idade. As televisões, em Montemor eram escassas. Existia um número reduzido de aparelhos em certas casas particulares, nalgumas lojas de eletrodomésticos e também nos maiores cafés e tabernas da vila.
Para a rapaziada mais miúda, tratava-se de uma verdadeira odisseia conseguir ver um programa do princípio a fim, especialmente as séries mais apreciadas: Robin dos Bosques, As Aventuras de Zorro, Fúria, Bonanza, etc… Íamos saltitando de café em café, de taberna em taberna, à espera que a condescendência dos respectivos proprietários ou empregados nos deixasse poisar por ali.
Sorrateiramente, a miudagem lá se ia escondendo debaixo das mesas ou noutro recanto qualquer, sempre com um olho no televisor e outro na rua, ainda assim não aparecesse algum polícia.
A final de Berna, nunca mais vamos esquecer. Vimo-la debaixo de uma mesa, na conhecidíssima Casa Frango, situada na Rua do Poço do Passo. Fernando Eurico Medronheira, dono do estabelecimento, era um dos homens que manifestava maior tolerância face à presença clandestina dos mais novos. Pelo menos, tinha um modo mais simpático de nos enxotar, se compararmos com outros bem mais sisudos ou com um certo ar adoutorado.
Naquela quarta-feira de fins de Maio, a taberna estava atravancada de gente, tudo com os olhos postos no ecrã. A floresta cerrada de corpos impedia quem estava ao balcão de conseguir detectar os pequenos intrusos que se alinhavam debaixo das mesas.
O ambiente estava ao rubro. O público simpatizante do futebol, em particular a falange benfiquista, vibrava perante o êxito da equipa das águias que, ao intervalo, já vencia por 2-1.
Por cima do tampo da mesa que nos camuflava, ouvíamos os adultos pronunciarem, além dos nomes dos jogadores portugueses, outros bem mais estranhos como Kubala, Kocsis, Czibor, que pareciam ser alguns dos maiores perigos da equipa adversária.
Comentava-se também o estado físico de Mário Coluna, que teve que ser retirado do campo, meio atordoado, após um violento choque com um jogador do Barça. Para grande alívio dos benfiquistas, o motor da equipa da Luz voltaria a entrar em campo, já recomposto, com a força e a capacidade de liderança que o caracterizavam.
Mal soou o apito final, foi a loucura. O placard assinalava 3-2 a favor dos encarnados. O Benfica era, pela primeira vez, Campeão Europeu. Houve aplausos, saltos, gritaria, uma verdadeira explosão de júbilo.
Entretanto, na capital Suíça, seguiram-se as habituais cerimónias da entrega da Taça e das medalhas aos jogadores. Foi com lágrimas que os portugueses ali presentes ouviram o Hino Nacional. Também por cá houve quem lacrimejasse de alegria. Em Montemor, e por esse país fora, do Minho ao Algarve, houve manifestações de regozijo, só comparáveis às conquistas dos Campeonatos do Mundo e da Europa pela Selecção Nacional de Hóquei em Patins.
Como já tivemos oportunidade de referir, vivemos todas estas emoções na Casa Frango, que, durante anos, foi uma referência gastronómica em Montemor e não só.
Acrescente-que Fernando Medronheira era um fervoroso adepto do “Glorioso”, correndo atrás da equipa para todo o lado, juntamente com outros benfiquistas de gema.
Quanto ao negócio, anteriormente pertença de Joaquim do Cantinho, passou para as mãos do amigo Medronheira e de um irmão, que se fizeram acompanhar de sua mãe e excelente cozinheira, conhecida por Maria Pintainha. Daí a designação Casa Frango. A título de curiosidade, a família viveu no Monte das Alpistas, ali para os lados do Picatojo. A taberna e casa de comidas eram muito frequentadas, sobretudo numa época em que toda aquela zona da vila fervilhava de gente. Alem dos fregueses locais, vinham ali viajantes e clientela de toda a parte. À quinta-feira, por exemplo, deslocavam-se propositadamente, à Rua do Poço do Passo, uma equipa de bancários de Évora para se deliciar com o cozido à portuguesa. Havia que preferisse a gostosíssima mão de vaca com grão ou não menos saborosa dobrada com feijão, entre outros pratos da nossa cozinha regional.
Mudam-se os tempos…mudam-se as vontades! Hoje quem ali vai encontra um restaurante chinês, e as escolhas passam por um arroz chao-chao, uns crepes, um chop-suey ou utra comida oriental.
Estivemos há dias a conversar com Maria Primitiva Baptista, viúva de Fernando Medronheira. Durante vários anos, também ela participou na orientação da famosa casa de comidas e foi ela que nos ajudou a reavivar a memória daquele velho espaço, além de nos fornecer outros dados preciosos. Falamos, por exemplo, das cozinheiras que ali trabalharam e de empregados como o José Francisco Medronheira Pontinha (José Picatojo) ou do Luís Manuel.
Quem entrava, tinha a taberna, á direita, que fazia ligação ao restaurante por uma porta baixa e estreita. Lá no fundo, existia a cozinha e também “a casa dos touros”, com as paredes cobertas por grandes e coloridos cartazes de corridas. Era ali que boa parte da aficion de Montemor se reunia.
Um dos momentos mais felizes vividos na Casa Frango aconteceu quando a Sorte Grande bateu à porta.
 A taberna apinhou-se de gente para ver os representantes da Casa da Sorte entregarem o valioso prémio. Apesar disso, o trabalho não parou e o negócio continuou a prosperar. Só muitos anos mais tarde, já na década de 70 é que Fernando Medronheira trespassou o negócio.
Muito do que atrás ficou dito foi-nos reforçado por António Ezequiel Ferreira, vulgarmente conhecido por o Tói dos táxis. Também ele trabalhou na velha taberna e casa de comidas, ainda no tempo de Joaquim do Cantinho. A conversa pareceu-nos demasiado interessante para ser condensada nas poucas linhas que nos restam. Divulgá-la-emos numa próxima oportunidade.
Diremos apenas, para terminar, que foi marcante aquele ano de 1961, em que o Benfica se sagrou, pela primeira vez, Campeão Europeu. As conversas que os adultos faziam à nossa volta referiam-se à tomada de assalto do paquete Santa Maria pelo capitão Henrique Galvão. Falava-se também do agravar da situação dos territórios ultramarinos, especialmente em Angola. Salazar afirmava que só restava a solução militar e que era preciso andar rapidamente e em força. Entretanto, lá por fora, Kennedy, Adenaur e De Gaulle discutiam a questão de Berlim, admitindo que esta voltasse a ser um dia a capital de uma Alemanha reunificada. Os soviéticos colocavam em órbita um satélite com várias toneladas, e , de Estocolmo, chegava a boa notícia de um coração a funcionar com baterias. Assim ia Portuga e o mundo.
Até um dia destes.

Vitor Guita
In Montemorense, edição de Junho 2015. Transcrição autorizada pelo Autor para o Al Tejo




segunda-feira, 29 de junho de 2015

MAS SERÁ POSSÍVEL ?

Volta e meia dou uma "voltinha" pelos facebooks dos amigos,não só para "matar saudades", como tambem para recolher informações do que vai "agitando" a minha terra de sempre.
Um deles é o do amigo João Pua que volta e meia me surpreende com pormenores de locais que me trazem à memória momentos agradáveis vividos na minha juventude. É o caso da "Fonte das Freiras", local onde muitas vezes nos deslocávamos para usufruir de uma boa tarde de excelentes banhos, acompanhados de um bom pic-nic.
Uma vez até aqui sugeri uma ecopista aproveitando o "caminho" que nos conduzia ao local. Sugestão que até foi bem aceite, face aos comentários de que foi alvo.
Pois as fotografias, "raptadas" ao J. Pua mostram-nos o estado lastimoso a que chegaram não só o caminho, como a própria "Fonte das Freiras".





CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS - FASE V

Após alguns meses de interregno retomamos hoje esta rubrica que de há doze anos para cá vimos mantendo no Al Tejo.
Por motivos de excesso de trabalho e alterações habitacionais com consequências na adaptação dos meios informáticos, o nosso Colaborador Rufino Casablanca, viu-se forçado a interromper a sua colaboração no nosso Cine Clube.

Diligenciámos junto do Professor Henrique José Lopes, Cronista da matéria cinematográfica do mensário “Folha de Montemor”, cujas crónicas desde há muito nos haviam cativado, e que por certo serão também do seu agrado.
Profundo conhecedor desta matéria com inúmeros textos publicados, conferências, comunicações e debates é um expert no que diz respeito à sétima arte.
Também no capítulo musical tem obra de vulto não só como compositor, mas  como intérprete EM vários agrupamentos sobejamente conhecidos.
Amavelmente o Prof. Henrique Lopes, acedeu ao nosso pedido. Assim e com título de « DO CINEMATÓGRAFO PARA A PÓLIS …» , vamos retomar a rubrica “Cine Clube Domingos Maria Peças”, valorizando com esta nova colaboração este espaço feito a pensar em si.
Obrigado Henrique
Chico Manuel

DO CINEMATÓGRAFO PARA A PÓLIS …
Por Henrique José Lopes

O mutismo e a máscara em Ingmar Bergman e a amnésia mascarada em que nos governa

A propósito de alguns acontecimentos recentes, lembrei-me do filme “A Máscara” (Persona), datado de 1966 e realizado pelo mestre Ingmar Bergman. É um daqueles filmes, que a quem o
consiga ver com olhos de ver, nos marca para
sempre (quem não conhece bem a obra de Bergman, não conhece bem o cinema). Ancorado em duas personagens femininas (sendo que uma delas praticamente não fala), em prodigiosos grandes planos (a câmara de Sven Nykvist) e nos diálogos, que no fundo são monólogos proferidos por uma enfermeira (uma notável Bibi Andersson) que é incumbida de tratar de uma atriz (uma Liv
Ullmann, que sem dizer uma palavra, oferece-nos uma igualmente portentosa interpretação) que entrou em estado de mutismo enquanto estava em palco a representar Electra. Há medida que vai falando com a paciente e sem receber respostas desta, vai ouvindo o eco das suas próprias palavras. O confronto consigo própria, com os seus próprios fantasmas torna-se inevitável. Uma busca do seu verdadeiro eu. A um dado momento, num dos mais memoráveis planos da história do cinema, os rostos das duas se fundem num só, já não se sabe quem é quem. Quem é a doente, quem é a paciente.
Parece não existir nada em comum entre o que se segue e aquele que o saudoso diretor da Cinemateca Portuguesa, Bénard da Costa, que o considerava o melhor filme de Bergman, mas existe. Num vídeo que circula no YouTube e que é muito partilhado (as razões são obvias), o primeiro-ministro deste desgoverno chegou a afirmar mesmo que e passo a citar: “Depois há muitos que deviam pagar os seus impostos e não pagam e porquê? Porque não declaram as suas atividades.” 
Agora que lhe bateu à porta e lhe descobriram a careca, veio afirmar que se atrasou por distração e por falta de dinheiro. Disse também que ninguém é perfeito. É verdade. Mas a imperfeição não é desculpa para se cometerem certo tipo de erros. Há já algum tempo que a frase de “desculpa de mau pagador”, não fazia tanto sentido. É igualmente verdade que muita gente se atrasa e tem falta de dinheiro.
O problema de Passos é outro, e é aqui que a compreensão se esgota, metido no seu absoluto autismo, auto desculpando-se, finge não perceber os outros e os seus problemas, muitos em consequência da sua governação. Passos Coelho exigiu e exige aos outros o que não conseguiu exigir para si próprio. Isto lembra-me um ditado popular que todos bem conhecemos: “ fazes o que eu digo, mas não faças o que eu faço”. Esta história de Passos Coelho não é a mesma coisa que a história do médico que apesar de fumar e de saber que tal é prejudicial à sua saúde, ele sabe que tem o dever de dizer ao seu paciente para não o fazer. Por mais que ele queira que nós acreditemos que assim seja.
Para Passos Coelho não lhe saiu um coelho da Cartola, entrou um coelho na sua Cartola. E isto não é propriamente a história de “era uma vez…um coelhinho…”. Com a vida das pessoas não se brinca. Como muito bem lembra um cartaz que circula no Facebook, a amnésia (não aquela que é o motor do genial filme de Bergman) parece ter tomado conta de personalidades como Passos Coelho, Cavaco Silva, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa ou Zeinal Bava. Este por exemplo, muito premiado, mas muito amador, como muito bem afirmou a deputada Mariana Mortágua na Comissão de Inquérito, perante a ausência de respostas de Bava, que parecia assim, estar mais nas idades dos «porquês».
            O vírus do neoliberalismo, puro e duro, parece ter apagado os dados dos discos rígidos da memória destas personalidades, a quem o poder e o dinheiro parecem ter feito muito mal, não a eles, mas aos outros. É urgente encontrar um eficaz “antivírus” para a lhes devolver e, começarem a pagar o que devem às pessoas, ao país, não só dinheiro (com o dinheiro dos outros qualquer um faz figura…), mas também a saúde, a educação, assim como a humanização em vez da humilhação.
Querem-nos confinar à passividade, ao conformismo, à ausência de pensamento critico, ou melhor, querem que a amnésia, o mutismo, também se instalem em nós para melhor nos controlarem, e nos ordenar como rebanhos acríticos e bem comportados. A amnésia que atingiu a personagem de Liv Ullmann do filme de Bergman vem da sua profunda humanidade ou da busca dela, e de quem atualmente nos governa, da sua desumanidade. Com a “Máscara” que Bergman nos mostra, aprendemos um pouco mais sobre o ato de viver ou a pelo a conhecermo-nos melhor, com a amnésia destes senhores, apreendemos justamente o contrário. Como se fossemos meros números de uma qualquer folha de Excel…sem vida…
 Henrique Lopes
(In Folha de Montemor, março de 2015)









DUQUES E CENAS - Uma rubrida de J.L.N.

Não devia porque já é hábito, mas fiquei chocado com as notícias que, durante dias, deram enfoque único a um país comprimido entre dois estádios de futebol, numa tal Circular a que chamam Primeira. Tudo porque um treinador mudou de clube, na medida em que, e os motivos são muitos mas reduzidos num só, a coisa lhe interessou.
Os meandros desta mudança não se conhecem com a clareza necessária para uma análise igualmente clara. E como o povo (e os meios de comunicação) gostam de coisas assim, obscuras, surpreendentes e a raiar o mafioso, esqueceu a taxa de desemprego, os assaltos do Governo aos nossos bolsos cada vez mais vazios, os sem-abrigo, ás centenas, em Lisboa e noutras cidades do país, a taxa de emigração de jovens e de menos jovens, verdadeiramente expulsos desta terra como personae non gratae, os dentes afiados de quem, salivando, vai, se ganhar as eleições, continuar com as mesmas políticas, porque, como dizia o outro, mudam só as mosquinhas. Não. Nada disto merece a atenção dos meios de comunicação social, que deram, todos eles, constantes e contínuos maus exemplos de jornalismo e de opções editoriais. Porque o resto já não vende. Porque o povo gosta do imbróglio, de tricas, de tristes, de futebol às carradas fora das quatro linhas.
Não me lembro de alguma vez ter tido ídolos. Desde puto percebi (e acho que devo isso ao meu Pai)  que os homens têm, tal como as moedas, duas faces – a cara e a outra face, que muitos poderão desconhecer.

João Luís Nabo

Publicado in “Montemorense” – Junho 2015

SÍNTESE DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

Empresas do Alentejo apresentaram candidaturas aos sistemas de incentivo do programa operacional regional Alentejo 2020, que pressupõem um investimento total de 43,5 milhões de euros.

Na Herdade do Esporão, no Alentejo, morcegos ajudam a combater pragas de insetos nas vinhas, num projeto inovador em Portugal.

 


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e as Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, estão a promover um Ciclo de Conferências “Compromisso para o Crescimento Verde e Perspectivas do Alentejo 2020”.


                                                                IMPRENSA REGIONAL  RECENTE


sábado, 27 de junho de 2015

É DOMINGO… SORRIA!

PORQUE HOJE É DOMINGO, DIA DE DESCANSO JÁ É MOTIVO PARA SORRIR.
 MAS ALEM DISSO:
                  FICA MAIS ATRAENTE
                  ALIVIA O STRESS
                  EXERCITA OS MUSCULOS DO ROSTO E DO CORPO
                  LIBERTA ENDORFINAS E SEROTONINA, A HORMONA
                  DÁ FELICIDADE E BOA DISPOSIÇÃO
                  Fá-lo REJUVESNECER
                  FÁ-LO SENTIR PODEROSO E BEM SUCEDIDO

                  MOVIMENTA SÓ NA FACE 73 MUSCULOS – O QUE É BOM!


VIDA AUTÁRQUICA

           EDITAL DA REUNIÃO DA CÂMARA DO ALANDROAL DO DIA 24 JUNHO 2015



Retirado do facebook da C.M.A.

RECORDANDO UM ARTISTA DO ALANDROAL


                        Um olhar sobre os telhados... 
Desenho à vista desde janela do antigo edifício da Guarda Fiscal. 
Material utilizado: lápis, borracha e rotering. 


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