quinta-feira, 24 de Julho de 2014

PANO - CRU - Rubrica de A.N.B.

I.
Nódoas negras na beleza singela do Pano-CRU português, tornaram-se infelizmente uma das constantes mais visíveis deste preocupante e desorientado modo de viver à portuguesa. Sempre atreito à repetição de conhecidos fadários e  casmurrices diversas.
Para dar um exemplo, pergunto se alguém percebe a anunciada e súbita fragmentação que está acontecer no Bloco de Esquerda. Justifica-se?
O Bloco, se permanecesse forte, com uma estratégia e projecto claro de alianças à esquerda numa virtuosa governação com o Partido Socialista, nas próximas legislativas, teria muito a perder ou o país teria bastante mais a ganhar?
Com tantas voltas e reviravoltas, vai manter-se como um pequeno e simples partido de protesto, à semelhança do Partido Comunista, que apenas se vai apoiando na sua velha base de apoio eleitoral, sem nunca se dispor a aceitar as responsabilidades de exercer o poder partidário, isto pese embora o seu próprio sistema e método, à   CDU, de manter e até de saber conquistar votos?

II.
 Entretanto a disputa que está em marcha à volta das primárias no Partido Socialista (com implicações óbvias à escala do Alandroal e dos seus dois conhecidosex-presidentes, expulsos atempadamente do PS) terá um desfecho que realmente se espera que vá atender aos interesses superiores dos país.  
Apresentando, desde já, a minha declaração de interesses, parece-me que sim, dado que se abriu o Partido Socialista a uma maior democraticidade externa e interna num tempo em que tudo parece andar a correr mal aos partidos.
Até aqui tudo bem.
 O que pode vir a não bater certo é a escolha do vencedor. Ou seja, há que ponderar e reparar nos debates, entre os dois candidatos, e só depois tomar uma posição eleitoral e votar.
Antes disso, parece-me prematuro. E diria mais: embora já tenha uma ideia, digamos pré-visionada, devo acrescentar que o candidato que tiver menos contas a apresentar no passado, ou sobretudo, do seu passado recente de alto responsável socialista e, sabendo que ambos os Antónios, tiveram percursos idênticos na juventude socialista, direi que será esse, enfim, o candidato que acabará como provavel vencedor.
 Seja como for, após esta longa refrega eleitoral que, tarde ou cedo tinha de acontecer, o importante e decisivo é que seja um 1º Ministro com tomates vermelhos, situado à Esquerda, bom negociador. E sobretudo, em minha opinião, que não fale adiantado nem de mais. Nem aqui nem em Bruxelas se lhes exige voluntarismos onde quem manda é o cínico realismo alemão. Há que encontrar,em atitude séria, as componentes fundamentais de uma Carta contra esta Austeridade cega que anda a destruir-nos. Sem mais colagens ao memorando da Troika e/ou sem que apareçam personagens e uns tantos barões que rapidamente esperam  apoiar o vencedor…

III.
 Vamos terminar com o problema da fraquíssima natalidade, em Portugal, que é tão grave que qualquer dia se tornará existencial. Ou seja, com mais duas ou três décadas sem phoder, em quantidade e em qualidade, o país e o Alqueva será apenas uma reserva de férias da Europa rica com meia dúzia de campos de férias e dezenas de hotéis de luxo.
Quanto ao Alandroal, o n/destino demográfico, é em tudo semelhante ao do país, só a escala é que poderá ser diferente. Vamos ser uma “mini-reserva” de índios e índias alandroalenses que, em tempos e até aos finais do século XX, viviam numa vila que ainda tinha pouca gente  e até tinha um Castelo e uma Torre do Relógio alta e grandiosa que se prestava ao avistamento nocturno e aos enfeites festivos pré-clássicos e pré-cristãos do Endovélico. 
Se mesmo assim, ainda não acreditam nisto, olhem para os números, analisem, espremam-nos, façam-lhes o que quiserem porque, na minha opinião, tão importantes e reais são os dados demográficos à vista, quanto é o medo compreensivo “dos homens phodilhões e das mulheres grávidas” estarem a produzir filhos unicamente para o imprevisível, para o desconhecido e para exportação. Isto para não falar noutros problemas.
 E pronto, este pano-cru singelo, curto e macio estendeu-se, por hoje, até      aqui.
Melhores Saudações

     António Neves Berbem

     (24/ de Julho/2014)

DITO & FEITO

É pedrada que ferve....




Sérgio Sousa Pinto: “PS Teve três anos de oposição medíocre e errática




Lógico: Para consumir é preciso comprar. Para comprar é preciso dinheiro. Se o roubam não há. Não podemos fazer-nos ao bife!


Os portugueses consumiram menos carne, leite, fruta, vinho e cereais em 2013.


Estamos bem servidos
A deputada socialista Catarina Marcelino escreveu, no domingo à noite, uma publicação na sua página do Facebook que está a gerar polémica nas redes sociais. O objeto de crítica por parte dos internautas não é, contudo, o conteúdo do texto, mas sim a forma como está escrito. Isto porque a deputada ‘rosa’ escreveu três erros ortográficos na mesma frase.

Há muitos por ai !

FALTA  DE VERGONHA  É  O  QUE  NÃO  LHES  FALTA!
Henrique Monteiro - escreveu:
Há notícias que só leio passados dias, ou que me escapam de todo. Ontem, porém, ao ler a edição semanal do Expresso, dei com um comentário a uma notícia do 'Correio da Manhã". Quando a fui ler no 'Correio da Manhã', reparei que ela já tinha sido comentada por uma jornalista daquele jornal. Este é, portanto, o terceiro comentário sobre o mesmo assunto, depois dos que foram feitos pelos meus colegas Fernanda Cachão, do CM, e João Garcia, diretor-adjunto do Expresso.
Porém, considero que não é demais repetir. E espero que alguns leitores partilhem o assunto. Algum modo há-de existir para que certas coisas não continuem. E, se não houver modo, pelo menos os responsáveis hão-de ler por todo lado comentários críticos que retratam a vergonha que deviam ter.
A questão é a seguinte: Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, departamento que não tem dinheiro para - como se costuma dizer - mandar cantar um cego e vai cortar 15 milhões de euros em despesas com pessoal, recrutou um 'boy' do PSD para o seu gabinete a quem vai pagar como adjunto. Ou seja,  mais de  três mil euros, mais do que ganha diretor de serviços, ou, como escreve no Expresso João Garcia, "mais que juiz,  que coronel, o dobro de professor'. Fernanda Cachão ironiza que "afinal há dinheiro" desde que seja "money for the boys".
Mas o melhor, o melhor mesmo, é o currículo do adjunto. Tem 24 anos, três workshops no centro de formação de Jornalistas Cenjor, fez o estágio na Rádio Renascença, onde trabalhou oito meses e foi durante cinco meses consultor de comunicação do...PSD! Uau!!   Que rica experiência...
Acresce que Barreto Xavier, antes desta contratação já tinha três adjuntos, sete técnicos especialistas, duas secretárias pessoais, chefe de gabinete, dez técnicos administrativos, três técnicos auxiliares e três motoristas.
Falta dinheiro (salvo para os boys) mas há excesso de descaramento.
Digamos que se há algo que não falta, é a falta de vergonha.






PÁGINA DE TAUROMAQUIA (às Quintas)

                                                           CORRIDAS PROGRAMADAS



EM TEMPO DE PRAIA RECORDEMOS O CINEMA DO PERRY

NO ALENTEJO É QUE É BOM !

O Alentejo é, até ao momento, o destino vinícola do mundo mais votado na sondagem que o site do jornal USA Today, um dos mais vendidos nos Estados Unidos da América (USA), está a realizar até dia 4 de agosto. A sondagem visa apurar os 10 melhores destinos vinícolas do mundo de um total de 20 regiões de países como França, Itália ou Espanha, entre outros. 

Dois azeites com o selo de qualidade "Azeite do Alentejo IG" obtiveram as classificações de “Bom” e “Excelente”, atribuídas por um Júri de Chefs de diversas nacionalidades, em prova cega.  

A praia do Farol, em Vila Nova de Milfontes é ideal para as crianças nadarem em segurança, enquanto a praia de Odeceixe é perfeita para beber um copo enquanto se aprecia uma vista paradisíaca.A praia de Almograve é, por outro lado, ideal para as crianças brincarem, enquanto a dos Alteirinhos, no Carvalhal, é perfeita para quem quer passar uns dias isolado de tudo e todos.

Câmaras do Alentejo são as que empregam mais.
Cor política não tem peso nesta distribuição. É sobretudo o Interior que se destaca como região onde os municípios mais empregam.





sexta-feira, 18 de Julho de 2014


"PANO CRU" - (Nova rubrica de A.N.B.)

                                                                    PANO  CRU  
I.
Este verão aqueceu e vai tornar-se bastante quente, tendo por fundo, este “Pano  Cru” das notícias vindas do lado do  ESFG, do BESA, do BES e de todas as sucessivas camadas de negócios e vigarices que andam a desvendar-se e a falir, diariamente, pondo Portugal, em pele e osso.
Esmifrados e subjugados aos interesses mais variados (incluindo os de  uma maioria politica absoluta ) somos levados, crescentemente, a duvidar dos poderes politicos,económicos e sobretudo financeiros que andam a liquidar-nos… enriquecendo cada vez mais.
De facto, entre um presente que andava a ser conhecido e previsto e um passado, mais ou menos recente, de que vamos conhecendo novos contornos, cabe-nos perguntar, enquanto cidadão, onde é que isto vai parar? E que outro tipo de contágios e promiscuidades de casino existem ou vão continuar a existir? Por exemplo, no B.P. ou até numa certa inércia do M.P. perante a gama vasta de ricardos,ricardinhos e companhia?
Em que lufada de ar novo e agentes fortes do poder poltico, devemos começar a confiar para sair (ou pelo menos tentar sair…) deste desespero larvar “e sistémico” ( do regime e do sistema) que vai contaminando a vida social e moral da sociedade portuguesa, a vários níveis?...
II.
Hoje,porém, não vamos pregar mais aos peixes no Al Tejo…
Vamos mudar e  recordar um episódio curioso com Agostinho da Silva,um dos pensadores portugueses que se podem ir lendo e reconhecendo.
É assim.
“Em determinada altura do governo série longa  da “união nacional”, o seu MNEstrangeiros, Franco Nogueira, fez-lhe saber que Salazar gostaria de ouvi-lo e, perguntou-lhe, se estaria disposto a aceitar um convite do governo português para vir a Lisboa ( A. da Siva vivia e ensinava no Brasil).
Teria, porém, de entrar clandestinamente no país, pois o seu nome integrava as listas negras da PIDE.
Divertido com a situação, A. da Silva, voou para a Portela,com um nome falso,desembarcou e foi imediatamente preso.
E foi assim, sem perder mais tempo nos croquetes, que Franco Nogueira teve de interromper um banquete no (vizinho) Palácio  das Necessidades para vir, vestido de fraque, explicar aos agentes da PIDE que o detido vinha,em segredo, a convite do seu próprio ministério”.
Entre o espanto e o riso que esta cena real vos possa causar como causou a Natália Correia ( ver O Botequim da Liberdade,2013) ficamos nós com a sensação  que, o ditador de Santa Comba, percebia e sabia perfeitamente situar-se acima do seu proprio poder único e autoritário,assumindo de passagem, que o poder politico é apenas relativo e um composto de diversos poderes. E que o mesmo poder não se esgota ou se limita em exercícios absolutos ou, em maiorias absolutas passageiras, ditas de teor democrático. Seja para consumo externo ou interno. Nacional ou local.
Há sempre, acima das conjunturas politicas, um ou mais planos e visões de fundo a ter em conta. No caso de Agostinho da Silva, a sua visão antecipada e certeira,estava no lançamento da Lusofonia com a criação de novos países africanos independentes e de língua portuguesa.
Tal como veio acontecer passado pouco tempo.
 Se outras ilações houvessem de ser tiradas deste episódio,não acham que “o poder dos principes e princesas” é a de que o poder é,ou devia ser, uma coisa relativa e transitória? E que “a legitimidade das escolhas eleitorais” tem depois pouco a ver com “a legitimidade do exercício” continuado deste mesmo poder, caso este não seja praticado de uma forma realmente abrangente e democrática.
E não apenas exercido de forma calculista e de sentido único quando apenas cheira a eleições parlamentares. Ou,num sentido mais alargado, quando é para um dos orgãos politicos autarquicos que a seguir pretendem governar-nos repetindo-se no poder?  Sabendo previamente que todas as votações são ganhas e que todas as decisões podem ser impostas.
Tal como está vem acontecendo ao país com esta maioria do Psd.
Aqui fica, neste primeiro pano cru, a questão.

Melhores saudações
Antonio Neves Berbem

   (18/7/2014)

DIVULGAÇÃO



IMPRENSA REGIONAL RECENTE




DESPORTO




A CRONICA DE OPINIÃO DE EDUARDO LUCIANO LIDA ONTEM AOS MICROFONES DA DIANA/FM


Quinta, 17 Julho 2014 09:24
Não raramente, processos políticos em curso cruzam-se para originar realidades aparentemente novas. Digo aparentemente porque se olharmos um pouco para o passado iremos encontrar fenómenos semelhantes com outros protagonistas.
Como é do conhecimento público estão na arena dois candidatos a liderar um dos partidos da oposição, até às próximas eleições legislativas.
Confesso que não tenho acompanhado muito o que ambos argumentam de diferente, mas tenho acompanhado o que se diz sobre o que cada um é ou foi, dentro e fora do partido a que pertencem.
Parece que a questão central em torno deste estranho processo (era muito mais engraçado quando as coisas se decidiam em sótãos) é perceber qual dos dois candidatos tem mais capacidade de diálogo à esquerda ou se encontra melhor posicionado para estabelecer as pontes para um programa de governação à esquerda com o apoio de outras forças políticas.
São quilómetros de análises e conjecturas sobre qual dos candidatos a candidato convencerá o PCP a alinhar com o PS no apoio a um governo por este liderado.
Uns dizem que será o Costa, porque parece ter uma linguagem mais à esquerda, embora outros digam que com o dito fica mais fácil a aliança à direita porque não tem o ónus de ter sido “oposição” ao governo liderado por Coelho e Portas.
Outros dizem que será o Seguro, embora confirmem que este candidato será o ideal para a constituição de um Bloco Central desde que o PSD mude de líder.
Pelo meio deste debate surge processo de dissolução do BE, com o afastamento de uma corrente fundadora, que entretanto irá fundar outra coisa qualquer, sob o argumento de que tudo o que existe à esquerda do PS deve estar disponível para alinhar numa convergência, embora não se saiba o que há para convergir ou que caminho fazer.
Todos os que se “preocupam” com esta falta de convergência, alinham num argumento estafado que sempre foi usado pelos “independentes” de esquerda, afirmando que o PS só se encosta à direita porque do outro lado do espectro político existe uma enorme resistência a esse tipo de alianças.
Não deixa de ser engraçada esta visão que defende que o PS, quando no governo, prossegue políticas de direita porque não tem apoio da esquerda, como se a realidade não fosse exactamente o contrário.
Claro que quando falam do apoio da esquerda se referem ao PCP e à sua mania de não trocar ideais por lugares no governo, nem princípios por base eleitoral.
Privatizações, encerramentos de serviços públicos, alinhamento com as políticas de austeridade e outras no mesmo sentido tomadas pelos governos PS, não o foram porque, coitadinhos, não tinham alternativa. Esqueçam lá a ideia peregrina de que é a ausência de melhor companhia que leva o PS a preferir as políticas de direita.
O insuspeito António Barreto, em declarações ao jornal Público do último domingo, pegou exactamente pela ponta certa quando disse: "A grande fortuna de Mário Soares foi o anticomunismo. O que fez Mário Soares em 1975 foi o anticomunismo. É genético no PS e esse facto é um seguro de vida para a direita".
Esta é a realidade e bem podem forçar a nota com elaborações teóricas sobre as intransigências alheias e a construção de um cenário que nada tem a ver com a realidade.
E já agora também escusam de ficar descansados a respeito de uma teoria aventada pelo mesmo Barreto, no mesmo trabalho jornalístico, em que afirma: "Quase apetece dizer que uma solução para a esquerda era rever a situação dos últimos 40 anos. Isso é possível se o PS tiver a maioria absoluta. Pode chamar o PCP e impor-lhe um acordo como fez François Mitterrand, em França, em 1981."
Isto é que é o verdadeiro desconhecimento da realidade.
A realidade é que quanto mais força tiver o PCP mais possibilidades existirão de uma convergência com todos os sectores que se opõem ao rumo político dos últimos 37 anos.
A realidade é que no próximo dia 25 de Julho estaremos de novo na rua a enfrentar, a sério, a política de direita. Seja ela executada pelo PSD ou pelo PS, com ou sem muleta.
 Boas férias, seja lá isso o que for


AS NOSSAS SUGESTÕES

ALANDROAL





HORTINHAS


MONTEMOR


ÉVORA
                                             Encontro de Poetas Populares

A Zorra convida à participação livre neste encontro convívio que irá celebrar a poesia popular envolvendo toda a comunidade. Encontramos poetas, mas também vizinhos, amigos e desconhecidos. Será uma festa na ca​sa e uma festa na rua e quem quiser pode trazer algo de comida/petisco ou poesia popular/música/canção para partilhar connosco. Com as e os poetas: Catarina Rosmaninho José João Coelho Feliciano Figueira Inácio Roque Custódia Padeirinha Jerónimo Alves Carvalho Joaquim Carvalho Manuel Carvalhal “Silvais” Poeta Barriga Verde e o tocador de gaita de beiços José Pintor.
19 Julho 2014
Encontro de Poetas Populares
17h00 | Casa da Zorra- Espaço Cultural



VILA VIÇOSA

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